Mário Souto Maior
Mário Souto Maior
Escritor e Folclorista

1920 - 2001
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Falecimento em 25.11.2001

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80 ANOS

Atualização:
12-08-2003

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Atualizada em Agosto de 2003


Homenagem ao Escritor Mário Souto Maior

Destaques do MSM Website
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  Encantamento: 25.11.2001 - Nota
  Assista: Globo Comunidade - Arquivo WMV
   (Windows Media Versão 7)
  Homenagem da Rede Globo de Pernambuco
  Breve:
  Obras na íntegra - formato PDF
   Banco de Imagens

   Biblioteca Virtual Mário Souto Maior - Fundação Gilberto Freyre
   
  Agenda:
  09.01.2002 - Quarta Feira  -  18h00

   Editora Leitura de Belo Horizonte confirma o lançamento do
   Grande Livro das Adivinhações para setembro/2002
   Aguardem!!!!

Mago Mário: Um gênio não é apenas um homem inteligente que absorve, compreende e soluciona o mistério das coisas. Ele é um mago: um ser dotado de sensibilidade - o poder de extrair de cada um sua essência, é a complexidade que se transmuta em simplicidade. Você é um gênio.
Nailton Oliveira - Hospital Unicordis, Recife, 15.11.2001

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Campeãs dos Mares

MÁRIO SOUTO MAIOR, meu pai

Mário Souto Maior, pernambucano de Bom Jardim, meu pai, nasceu em 1920. Nasceu matuto e matuto se criou, acumulando experiências que hoje passa para o papel, através de seus livros e crônicas. Tornou-se bacharel em Direito e pai-de-família quase ao mesmo tempo, começando sua vida profissional dividido entre a família e a profissão.Foi promotor sem ser carrasco, foi advogado sem ser mercenário e, trabalhando nesse meio, conseguiu seguir sempre sua consciência e se considera por isso um vitorioso em sua carreira. Como se não bastasse ser advogado dos pobres, da sua gente humilde, resolveu escrever, se deixar guiar por um sonho, vivendo em um país que não valoriza sua cultura, a sabedoria de seu povo, suas tradições, que não se esforça para educar suas crianças, incentivando a leitura entre seus principais herdeiros e futuros governantes. Assim, meu pai escreveu e publicou, até agora, 70 livros, entre outras obras. Todas baseadas no povo e em seus costumes e tradições. Cada uma delas está marcada pelo seu toque pessoal, a seriedade e a necessidade intrínseca de realizar, de ver tomando forma, aglutinando informações quase sempre dispersas, quase que perdidas.  É o trabalho de uma vida. De quem sempre viveu e vive para trabalhar. É a vida de um operário incansável que acha, em suas atividades profissionais, fonte inesgotável de prazer, do sentimento do dever cumprido, condição indispensável para se ter um bom resultado alcançado. É a dedicação de toda uma existência, na busca de um ideal visível. É a experiência fluindo por entre as linhas, cuja sinceridade e simplicidade são marcas registradas de um estilo dirigido ao povo, que é capaz de ler seus livros sem o auxílio de um dicionário. São livros para ler, não pra fazer volume.Na Fundação Joaquim Nabuco, instituição idealizada pelo sociólogo Gilberto Freyre e outros ilustres, achou seu porto-seguro, a Casa que lhe permite gerar seus sonhos, tornando-os realidade, permitindo dedicar-se às suas pesquisas, registrando a cultura de seu povo, dando vida em forma de livros, monografias e artigos de jornais, a pequenos fragmentos, que formatados sob seu toque pessoal, sempre leve, agradável e simples, são publicados, em grande parte com recursos próprios, sem fins lucrativos. Viver de cultura no Brasil não é sonho, é pura utopia. Este é Mário Souto Maior, meu pai, que sabe honrar seu nome, enchendo de orgulho aqueles que em vão, tentam acompanhar sua trajetória. Vai pai, vai que a gente corre atrás...

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