Dicionário de Folcloristas Brasileiros - T/Z
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TALES DE AZEVEDO nasceu
no dia 26 de agosto de 1904, na cidade de Salvador, BA. Concluiu o curso de Medicina
(1927), professor universitário, antropólogo, historiador, pesquisador, Doutor Honoris
Causa da Universidade Católica de Salvador, jornalista, poeta, novelista, artista
plástico, membro da Academia de Letras da Bahia e do Instituto Histórico e Geográfico
da Bahia, Cavaleiro da Ordem de São Silvestre, Prêmio da Academia Brasileira de Letras
(1950), Prêmio da Aliança da Bahia (1949), Tales de Azevedo publicou As elites de cor
(1955) e Namoro à antiga tradição e mudança (1975), além de outros
livros na área da sócio-antropologia, ensaios em revistas especializadas e na imprensa.
Já é falecido.
TAVARES JUNIOR
nasceu no dia 7 de setembro de 1936, na cidade de Fortaleza, CE. Fez o primário em Russas
(CE), o ginasial no seminário Menor de Limoeiro do Norte, CE. É bacharel em Ciências
Jurídicas e sociais pela Universidade Federal do Ceará (1965), Mestre em Língua
Portuguesa pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Também é diplomado
em Letras Neo-latinas (UFCE, 1962). É professor de Língua Portuguesa e de Literatura
Brasileira na UFCE e na Universidade Estadual do Ceará. Foi Diretor do Centro de
Humanidades da UFCE e Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa da UECE e professor
visitante da Universidade de Colônia, Alemanha (1982) e da Universidade de Chicago,
Estados Unidos (1986). Publicou diversos trabalhos em revistas especializadas e na área
de Folclore, O Mito da literatura de Cordel (1986).
TÉO AZEVEDO nasceu
no dia 2 de julho de 1943, em Alto Belo, MG. Em 1950, mudou-se, com a família, para São
Paulo. Com a morte do pai, voltou a morar na terra natal. Com oito anos, para equilibrar o
orçamento doméstico, começou a trabalhar como engraxate, carregador de malas, vendedor
de frutas em Montes Claros (MG). Quando estava lustrando sapatos na praça do Mercado,
chamava os fregueses cantando repente em calango e foi quando apareceu o
camelô pernambucano Antônio Sabino que, gostando do jeito do menino, convidou-o para
trabalharem juntos nos sertões de Minas e Bahia, desenvolvendo, assim, sua vocação de cantador.
Ficou até os 14 anos nesse trabalho até que, num desastre de caminhão, Antônio Sabino,
seu parceiro, ficou impossibilitado de trabalhar. Desfez-se, então, a dupla e Téo
Azevedo foi cantador de repente em tudo quanto era feira, aboiador, vendedor de
seus folhetos. Mas a vida do menino Téo continuou muito dura. Dormiu na praça, foi
catador de papel em Belo Horizonte, onde foi preso, diversas vezes, por vadiagem.
Encontrou outro amigo que lhe deu a mão, o pintor de letras Expedito que lhe ensinou a
nova profissão. Aprendeu boxe e chegou a ser tri-campeão mineiro. Serviu ao
Exército no 12RI de Belo Horizonte, onde foi corneteiro. Quando deu baixa, entrou
no conjunto de Leo Baía e nos Embalados. Em 1968 foi eleito o melhor compositor
mineiro. Atualmente tem mais de 1500 músicas gravadas por artistas de renome. Além de
já haver escrito mais de mil folhetos, publicou Literatura popular do Norte de Minas,
Cultura popular do Norte de Minas, Plantas medicinais e benzeduras, A Folia de Reis no
Norte de Minas, Abecedário matuto, Tiofo o cantador de um braço só, As plantas
medicinais do Brasil e o Dicionário Catrumano (de parceria com Assis Ângelo).
TERCINA MARIA
LUSTOSA B. BEZERRA nasceu no dia 14 de fevereiro de 1951, na cidade de Belém do São
Francisco, PE. Cursou o primário na sua terra natal, concluindo o curso de Pedagogia em
seguida e, no Recife, exerceu as funções de Assessora do Reitor da Universidade de
Pernambuco e Coordenadora Geral do Núcleo de Educação do referido estabelecimento de
ensino superior. Atualmente exerce as funções de Professora Auxiliar e Assessora da
Direção do Hospital Universitário Osvaldo Cruz (UPE). Além dos trabalhos pertinentes a
sua especialização, Tercina Lustosa publicou Uma comunidade mobilizada pelo símbolo
da fé (19998), e, na área do Folclore, Zé Pereira e Vitalina (1997) e A
cidade das belas calçadas (1998).
TÉRCIO ROSADO
MAIA nasceu no dia 19 de agosto de 1892, na cidade de Mossoró, RN. Formado em
Odontologia (1929) e em Direito (1945), folclorista, biógrafo, ensaísta, poeta,
professor, jornalista, membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, Tércio Rosado
Maia publicou, na área de Folclore, além de ensaios e artigos em revistas especializadas
e na imprensa, Folclore Comparativo (1928) e Dez temas de Folclore (1954).
Faleceu no dia 8 de setembro de 1960, na cidade de Mossoró, RN.
TERESA REGINA
DE CAMARGO MAIA nasceu no dia 11 de abril de 1935, na cidade de Guaratinguetá, SP.
Diplomada em Pedagogia (1956) e em História (1974), professora, membro do Instituto
Histórico e Geográfico de São Paulo, folclorista, publicou, na área de Folclore, Parati,
religião e folclore (1973) e Folclore das tropas, tropeiros e cargueiros no Vale
do Paraíba com o qual fez jus ao Prêmio Sílvio Romero/1980, com excelentes
ilustrações de Tom Maia.
THELMA REGINA
SIQUEIRA LINHARES nasceu no dia 22 de maio de 1954, na cidade de Fortaleza, CE. Com
bacharelado e licenciatura em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Pernambuco,
especialista em Educação, professora, vem se dedicando, também, às pesquisas
folclóricas, publicando Superstições do futebol (1978), O papa na literatura
de cordel (1981), Natal (1981), Algumas cantigas de roda (1983), Correntes
(1984), Parlendas na Guabiraba (1998) e Folcore e livro didático
(1999).
THEO BRANDÃO
nasceu no dia 26 de janeiro de 1907, na cidade de Viçosa, AL. Diplomado em Farmácia e
Medicina, membro da Academia Alagoana de Letras, e de outras associações culturais, Theo
Brandão, cujo verdadeiro nome era Teotônio Vilela Brandão, foi um grande folclorista,
deixando, publicados os seguintes livros: Folclore de Alagoas (1949), Trovas
populares de Alagoas (1951), o reisado alagoano (1953), Folguedos natalinos
de Alagoas (1961), O guerreiro (1964), O pastoril (1964), outros
trabalhos ensaios e artigos publicados em revistas especializadas e jornais. Já é
falecido.
THEOBALDO COSTA
JAMUNDÁ nasceu no dia 10 de março de 1914, na cidade do Recife, PE. Diretor da
Escola Elementar Agrícola, Inspetor Escolar Municipal em Blumenau (SC) onde exerce suas
atividades, Conselheiro de Cultura, jornalista, poeta, folclorista, além de inúmeros
artigos e ensaios publicados em revistas e jornais do Sul, Theobaldo Costa Jamundá é
autor, na área de Folclore, dos trabalhos Do palmito na sociedade teuto-brasileira
(1951) e Do folk teuto-brasileiro (1956).
TIAGO DE
OLIVEIRA PINTO nasceu no dia 10 de dezembro de 1957, na cidade de São Paulo, SP. Fez
o primário no Colégio Visconde de Porto Seguro (SP, 1964/67). Concluiu o curso Ginasial
e o Colegial na Escola Higienópolis (1967/75). Fez o curso de Língua Alemã pela
Deutsche kubtusministerkonferenz (Köen, 1976); o de Técnico em ourivesaria e lapidação
de pedras (SP,1973/76); o de violino com a professora Ana Wittmann (SP, 1970/78); o curso
superior nos departamentos de Etnomusicologia e Etnologia da Universidade de Tubongen
(Alemanha, 1978/80); o curso superior de Música (Viola) na Escola Superior de Música
Hochschule der Küsnte ( Berlim, 1980/84); o curso superior nos departamentos de
Etnomusicologia, Etnologia e Estudos da América Latina na Freie Universität de Berlim,
(Alemanha, 1980/84); o curso de pós-graduação em Musicologia, Etnomusicologia,
Antropologia e Estudos Latinoamericanos na Freie Universität (Berlim, 1984/87). Tiago de
Oliveira Pinto é Doutor (Dr.phil.), com "magna cum laude" pela Freie
Universiät de Berlin (1989) e fez muitos registros sonoros e pesquisas folclóricas sobre
capoeira, maculelê, samba, candomblé, música afro-brasileira, bandas de
pífanos, umbanda, carnaval e agremiações carnavalescas do Recife, casas de xangô,
forró, escola de samba, pesquisa envolvendo registro sonoro e video-tape. Na área de
Folclore publicou Brasilien. Einführubrung in Musiktraditionen Brasiliens (1986), Sänger
und poeten mit der Laute (1989), Capoeira, samba, candomblé. Afro-brasilianische
Musik in Reconcavo, Bahia (1991) e Sambas und Sambistas in Brasilien (1992), Considerações
sobre a musicologia comparada alemã Experiências e implicações no Brasil
(1983), Reflexões sobre algumas tradições natalinas brasileiras (1983), e
inúmeros outros ensaios publicados na Alemanha, além de programas divulgados nas
radiodifusoras alemãs sobre o folclore brasileiro, cassettes, filmes, CDs, vídeos,
etc. É sócio fundador da Sociedade Brasileira de Musicologia São Paulo, sócio
do International Council for Traditiones Music UNESCO-USA, Cavalheiro da Ordem
Brasileira dos Trovadores Salvador-BA, membro da Comission on Urgent
Anthropological and Ethnological Reseach Viena, Life Member da Society for
Ethnomusicology USA, membro do grupo de Trabajo en Etnomusicologia da OEA
USA, e sócio do European Seminar in Ethnomusicology. Tiago de Oliveira Pinto vem
realizando um excelente trabalho de divulgação do Folclore brasileiro em diversos
países, notadamente na Alemanha.
TOMÉ CABRAL
nasceu no dia 7 de julho de 1907, em Milagres, CE. Feitos os estudos primários e
secundários, matriculou-se na Faculdade de Direito do Ceará e viu-se obrigado a desistir
para exercer as funções de bancário no Banco do Cariri e, em seguida, no Banco do
Brasil onde se aposentou, passando a servir no Banco do Estado do Ceará, desde sua
instalação até 1969, como Supervisor Geral, Diretor-Executivo e Diretor. É membro do
Instituto Cultural do Cariri (CE), do Centro Folclórico de Piracicaba (SP) e do Instituto
Cultural do Vale Caririense (CE). Sócio-correspondente da Academia de Letras do Ceará,
Tomé Cabral publicou diversos livros e, na área de Folclore, o Dicionário de termos
e expressões populares (1973/1982).
U
ULYSSES LINS
nasceu no dia 9 de maio de 1889, na cidade de Sertânia, PE. Fez o curso primário em sua
terral natal, secundário no Ginásio Pernambucano, formando-se em Ciências Jurídicas e
Sociais pela Faculdade de Direito do Recife. Foi funcionário público durante toda a sua
vida, exercendo as funções de coletor federal e fiscal do consumo. Era membro da
Academia Pernambucana de Letras. Publicou, além de artigos em revistas jornais da
região, os seguintes livros: Um sertanejo e o sertão (1957), Moxotó brabo
(1960), O boi de ouro e outras histórias (1975). Faleceu em 1979.
UMBERTO
PEREGRINO nasceu no dia 3 de novembro de 1911, na cidade de Natal, RN. Fez o primário
no Colégio Diocesano Santo Antônio, o secundário no Ateneu Norte-rio-grandense, o
superior na Escola Militar do Realengo. Exerceu diversas funções na carreira militar.
Professor do Colégio Militar do Rio de Janeiro, diretor do SAPS, diretor da Biblioteca do
Exército, diretor do Instituto Nacional do Livro, recebeu o Prêmio Paula Brito (1959) e
diversas condecorações, Umberto Peregrino publicou diversos livros entre os quais Literatura
de Cordel em discussão (1984), além de ensaios e artigos em revistas e jornais.
V
VALDELICE GIRÃO
nasceu no dia 21 de fevereiro de 1926, em Morada Nova, CE. Fez os estudos primários nas
Escolas Reunidas de sua cidade natal e o secundário no Colégio Estadual do Ceará,
diplomando-se em Geografia pela Faculdade de Filosofia do Ceará (1971). Licenciada em
História, Valdelice Girão tem o Curso de Especialização em História de Pernambuco
pela Universidade Federal de Pernambuco (1977) e o de Mestrado e História do Brasil pela
Faculdade de Pernambuco (1979). Colaboradora de O Povo, da Revista do Instituto
do Ceará, da Revista de Ciências Sociais e da Revista Brasileira de Folclore,
é professora de História do Ceará na Universidade Federal do Ceará. Publicou diversos
livros na área de Folclore: A renda de bilros e seus artifícios (1966), Artur
Ramos e sua coleção (1983), As oficinas ou charqueadas do Ceará.
VALDELOIR
REGO nasceu no dia 25 de agosto de 1930, na cidade de Salvador, BA. Professor,
folclorista, artista plástico, Valdeloir Rego publicou, na área de Folclore, A
expressão peito na linguagem popular (1956), Capoeira angolana (1968), Capoeira
(1969), Orixás nagôs dançam em festas da Bahia (1960), Lendas africanas
da Bahia e gravuras de Caribé (1978), Mural dos orixás de Carybé (1979), Mitos
e ritos africanos da Bahia (1981), além de ensaios em revistas especializadas e na
imprensa.
VALDEMAR DE
OLIVEIRA nasceu no dia 2 de maio de 1900, na cidade do Recife, PE. Desde criança
demonstrou pendores musicais, razão pela qual começou a estudar piano com a professora
Olímpia Braga, com o professor Euclides Fonseca e com a professora francesa Angeline
Radevese. Em 1918 foi estudar Medicina em Salvador, onde se formou em 1923, defendendo sua
tese sobre musicoterapia. Regressando ao Recife, passou a escrever no Jornal do
Commercio e a partir de 1935, manteve uma coluna, A propósito, dedicada à
música e ao teatro. Mas Valdemar de Oliveira, no decorrer de sua vida, foi um homem
plural. Foi médico, professor, jornalista, teatrólogo, musicólogo, compositor,
escritor, crítico de arte, foi membro da Academia Pernambucana de Letras, da Academia
Pernambucana de Medicina, da Academia Brasileira de Música, do Instituto Arqueológico,
Histórico e Geográfico de Pernambuco, da Comissão Pernambucana de Folclore, foi diretor
do Teatro Santa Isabel, diretor do NossoTeatro hoje Teatro Valdemar de Oliveira, da
Sociedade de Cultura Musical, fundador e diretor do Teatro de Amadores de Pernambuco,
representante da SBAT, presidente regional da Sociedade Brasileira de Escritores Médicos,
professor das faculdades de Medicina do Recife e de Ciências Médicas, Delegado Regional
do Instituto Nacional do Cinema, presidente da Sociedade de Cultura Musical de Pernambuco.
Escreveu livros didáticos adotados na rede nacional de ensino, livros científicos e
peças de teatro encenadas em todo o país. Na área do Folclore, além de inúmeros
artigos publicados em jornais e revistas nacionais são de sua autoria O frevo e o
passo de Pernambuco (1946), A recriação popular (1966), A origem do fado (1969),
Frevo, capoeira e passo (1971), Frevo (1976), As modalidades do Frevo (1976).
Morreu no dia 18 de abril de 1977, na cidade do Recife.
VALDOMIRO
SILVEIRA nasceu no dia 11 de novembro de 1873, na cidade de Cachoeira, SP. Bacharel em
Ciências Jurídicas e Sociais, Promotor Público, renomado advogado, jornalista,
Secretário da Educação, deputado estadual, vice-presidente da Constituinte Paulista,
foi contista regional fixando os costumes e tradições paulistas, o que representou uma
contribuição muito valiosa para o Folclore brasileiro. Publicou Os caboclos
(1920), Nas serras e nas furnas (1931) e Mixuangos (1937). Valdomiro
Silveira faleceu em junho de 1941, na cidade de Santos, SP.
VALE CABRAL nassceu
no dia 17 de novembro de 1851, na Bahia. Foi \funcionário da Biblioteca Nacional desde
1873, chefiando a Secção de Manuscritos (1882). Em 1890, aposentou-se. Na área de
Folclore, publicou Canções populares da Bahia e Achegas ao estudo de Folclore
Brasileiro (1884). Faleceu no dia 23 de outubro de 1894.
VALTER SPALDING
nasceu no dia 28 de outubro de 1901, na cidade de São Jerônimo, RS. Até 1933, foi
comerciário e bancário. Foi nomeado bibliotecário municipal de Porto Alegre, em 1937.
Em 1940, foi designado para exercer as funções de Diretor de Serviço de Arquivo e
Biblioteca da capital gaúcha. Foi professor, por concurso, do Ginásio Federal N.S. das
Dores, lecionando Português, História Geral e do Brasil e Geografia Geral. Jornalista,
colaborouna imprensa gaúcha e carioca, ora dirigindo a página literária, ora escrevendo
crítica literária. Colaborou, também, em revistas especializadas de História,
Geografia e Folclore, nacionais e estrangeiras. Foi membro do Instituto Histórico e
Geográfico Brasileiro e dos Institutos do Rio Grande do Sul, do Uruguai, de Petrópolis,
de Minas Gerais, de Ouro Preto, do Paraná, de Paranaguá, do Rio Grande do Norte e de
outras associações culturais. Poeta, historiador, publicou, na área do Folclore, Poesia
do povo (1934), Superstições e tradições do Brasil Sul (1955), A
história e a lenda (1957). Faleceu no dia 5 de junho de 1976, em Porto Alegre (RS).
VASCO JOSÉ
TABORDA RIBAS nasceu no dia 18 de setembro de 1909, na cidade de Curitiba, PR.
Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Paraná (Doutor em
Leis), bibliotecário do Instituto Neopitagórico, promotor da Justiça Militar,
secretário geral do Tribunal de Contas do Paraná, diretor de diversos jornais e
revistas, diretor do Departamento de Serviço Social do Paraná, professor do Colégio
Estadual do Paraná, procurador-adjunto do Tribunal de Contas do Paraná, membro da
Academia de Letras José de Alencar, da Academia Paraense de Letras, do Círculo de
Estudos Bandeirantes, do Centro de Letras do Paraná, da Associação dos Homens de Letras
do Brasil, do Instituto de Cultura Americana, da Confraternité Universelle Balzacienne
(Montevidéu), do IHG de Sergipe, do PEN Clube do Brasil, Medalha de Ouro da Biblioteca
Paternórea (Itália), Medalha Silver Star and Silver Cross da American Internatinal
Academy (USA), havendo participado de diversos congressos, encontros, seminários e
publicado vários livros e ensaios em revistas e jornais, Vasco José Taborda do Vale
também publicou, na área do Folclore, Linguajar paranaense Resenha (1975)
e, de parceria com Alceu Maynard Araújo, Estórias e lendas de São Paulo, Paraná e
Santa Catarina. Já é falecido.
VASCO MARIZ nasceu
no dia 22 de janeiro de 1921, na cidade do Rio de Janeiro, RJ. Bacharel em Direito pela
Universidade do Brasil (1943), musicólogo, ingressou na carreira diplomática e exerceu
diversas funções no exterior, secretário da VII Conferência Internacional de Folclore
São Paulo ( 1954), possui diversas condecorações brasileiras (a da Ordem do
Mérito Militar, Mérito Naval, Mérito Brasília, Medalha Santos Dumont e Ordem do Rio
Branco) e foi também condecorado pelos governos de Portugal, Espanha, Alemanha, Bélgica,
Itália, França, Panamá, Equador e Romênia, Vasco Mariz sempre se interessou por
música. De sua autoria é A canção brasileira Erudita, Folclórica, Popular (1977).
VERÍSSIMO DE
MELO nasceu no dia 9 de julho de 1921, na cidade de Natal. Concluiu o curso de
bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Recife, exercendo
as funções de advogado, juiz municipal, professor de Etnografia do Brasil da Faculdade
de Filosofia de Natal e de Antropologia Cultural da Universidade Federal Rio Grande do
Norte, além de jornalista. Em 1989, depois de aposentado, Veríssimo de Melo dedicou-se,
com mais afinco, aos estudos folclóricos e ao jornalismo. Foi, também, membro do
Conselho Estadual de Cultura e da Academia Norte-Riograndense de Letras. Publicou: Adivinhas
(1948), Acalantos (1949), Parlendas (1949), Jogos populares do Brasil
(1956), Gestos populares (1960), Cantador de viola (1961), O conto
folclórico no Brasil (1976), Folclore brasileiro: Rio Grande do Norte (1978), Folclore
infantil (1965), Tancredo Neves na literatura de cordel (1986), Medicina
popular no mundo em transformação (1996), além de outros trabalhos, ensaios,
artigos e participação em congressos e seminários folclóricos. Faleceu no dia 18 de
agosto (mês do folclore) de 1996, na cidade de Natal.
VICENTE
CHERMONT DE MIRANDA nasceu no dia 26 de setembro de 1909, na cidade de Belém, PA.
Formado em Direito, membro do Instituto de Advogados Brasileiros, da Sociedade Brasileira
de Geografia e do Instituto de Direito Processual, Vicente Chermont de Miranda publicou
Estatuto da Lavoura Canavieira e sua interpretação e A reforma agrária e a
experiência do Estatuto da Lavoura Canavieira. Na área de Folclore publicou Glossário
Paraense Coleção de vocábulos peculiares à Amazônia e especialmente à Ilha de
Marajó (1968).
VICENTE SALES
nasceu no dia 27 de novembro de 1931, na Vila de Caripi, Iagarapé-Açú, PA. Fez o curso
secundário em Belém e começou a escrever poesias, contos e crônicas de arte no
suplemento literário de O Estado do Pará. Nessa, época começou suas pesquisas
folclóricas e musicais, acumulando, durante alguns anos, discos, partituras, gravações
magnéticas e anotações sobre o folclore paraense. Em 1954 passou a residir no Rio de
Janeiro, para estudar música, mas interrompeu sua pretensão. Concluiu o curso de
bacharel em Ciências Sociais pela Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do
Brasil com especialização em Antropologia. Funcionário do Ministério de Educação e
Cultura, Vicente Sales foi professor em várias universidades e dedicou-se ao estudo do
Folclore. Redator da Revista Brasileira de Folclore, publicou, além de ensaios e
artigos, Música e músicos do Pará, O negro no Pará, Repente & Cordel
(Prêmio Silvio Romero, 1981), A música e o tempo no grão-Pará, Sociedades de
Enterpe: as bandas de música no grão-Pará (1985), A capoeira na Pará
(1994), Memórias sobre a rede de dormir (1994), Edison Carneiro e o folclore do
negro (1994), Influência da cultura afro nos costumes paraense (1995), Os
mocambeiros (1995), Lambadas de cachaça (1995) e a tradução de Folclore
Brasileiro, de F. J. de Santa-Anna Nery (1992).
VIRGÍLIA
PEIXOTO nasceu no dia 27 de novembro de 1939, na cidade do Recife, PE. Fez o curso
primário no Grupo Escolar Picoense, de Picos, Piauí e o secundário no Colégio
Americano Batista do Recife. Cursou, em seguida, Psicologia na Universidade Católica
de Pernambuco, fez o Mestrado de Antropologia na Universidade Federal de Pernambuco e a
Especialização em Pesquisa Social (Pós-graduação na Fundação Joaquim Nabuco, onde
trabalhou como pesquisadora). Na área de Folclore publicou, dentre outros, os seguintes
trabalhos: Ex-votos (1976), Bolas de gude (1978), Amaro Francisco
(1982), e A arte e o urso do retalho (1984). Está concluindo uma pesquisa sobre Aspectos
psico-antropológicos da boneca.
W
WALDEMAR de
Figueiredo VALENTE nasceu no dia 9 de novembro 1908, na cidade do Recife, PE.
Formou-se em Medicina e Farmácia pela Faculdade de Medicina e Farmácia do Recife. Fez
estudos de pós-graduação na área médica, em malária e peste. Em 1934, no Rio de
Janeiro, sob a orientação de Roquette Pinto, no Museu Nacional, a título de Mestrado,
estudou Antropologia . Foi professor catedrático, por concurso, do Instituto de
Educação e do Ginásio Pernambuco, professor da Universidade Católica de Pernambuco, do
Instituto de Higiene de Pernambuco, da Universidade Federal de Pernambuco e, também, de
quase todos os estabelecimentos de ensino do Recife. Foi diretor do Ginásio Pernambucano,
do Instituto de Educação, do Anexo Jõao Barbalho, do Departamento de Antropologia do
Instituto Joaquim Nabuco e Pesquisas Sociais, hoje, Fundação Joaquim Nabuco, do Serviço
de Educação Sanitária, do Departamento de Bio-Estatística. Participou de inúmeros
congressos, seminários, encontros, simpósios não somente no Recife como também em
diversas cidades brasileiras. Foi, durante muitos anos, presidente da Comissão
Pernambucana de Folclore e Consultor Científico para Assuntos de Pesquisas da Fundação
Joaquim Nabuco. Foi membro da Academia Pernambucana de Letras e do Instituto
Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco. Mas foi em 1950 que passou a se
interessar pelos estudos afro-brasileiros e publicou o livro Sincretismo Religioso
Afro-brasileiro (1955), volume 280 da Coleção Brasiliana, obra antológica que já
teve várias edições. Publicou, ainda, entre outros, oss seguintes livros: Maria
Graham uma inglesa em Pernambuco nos começos do século XIX (1957), O padre
Carapuceiro (1969), Serrinha: aspectos antropossociais de uma comunidade nordestina
(1973), Misticismo e região (1963), Islanismo em Pernambuco (1978), Folclore
de Pernambuco (1978), O japonês no Nordeste agrário (1978), também vertido
para o japonês, A dama de ouro (1990) e Pastoris do Recife antigo e outros
ensaios, obra póstuma (1995), uma reunião vários ensaios publicados em revistas
especializadas. Waldemar Valente deixou vários livros inéditos: Anchieta homem
e santo, São Francisco de Olinda: história, arte e folclore, Gesta do cangaço, Manuel
Bandeira desenhista, além de mais dois volumes de suas memórias iniciadas com
A dama de ouro. Faleceu no dia 27 de novembro de 1992, na cidade do Recife.
WALDENIR
CALDEIRA DE JESUS COELHO DE ARAÚJO é pernambucana. Bacharel em Ciências Jurídicas
e Sociais, bacharel e licenciada em Ciências Sociais, Mestre em Antropologia pelo Museu
Nacional (RJ), professora da Universidade Federal de Pernambuco e da Universidade Federal
Rural de Pernambuco, membro da Comissão Pernambucana de Folclore, Waldenir Caldeira
publicou vários ensaios em revistas especializadas, entre os quais A festa dos
caboclos de Orubá (1985), A penitência no passado e no presente (1984), comida
de Santo (1977), Fogueteiros de parceria com Roberto Benjamin (1978).
WALTER FERNANDO
PIAZZA nasceu no dia 6 de novembro de 1925, na cidade de Nova Trento, SC. Professor
aposentado da Universidade Federal de Santa Catarina, membro do Conselho Estadual de
Educação de Santa Catarina e da Comissão Catarinense de Folclore (diretor de seu
Boletim), jornalista, Walter Fernando Piazza é autor de vários livros, entre os quais,
na área de Folclore, Aspectos folclóricos Catarinenses (1953), Folclore de
Brusque (1960), O escravo numa economia minifundiária capítulo sobre a
contribuição da região na cultura popular catarinense (1975), A epopéia
açorico-madeirense um capítulo sobre a contribuição açoriana à cultura
popular catarinense (1992), A escravidão negra numa província periférica (1999),
além de ensaios em revistas especializadas e jornais.
Z
ZAIDA CAVALCANTI é
pernambucana. Bacharel e licenciada em Filosofia, Mestre em Educação pela Universidade
de São Paulo, professora do Departamento de Letras e Ciências Humanas da Universidade
Federal Rural de Pernambuco, pesquisadora (aposentada) da Fundação Joaquim Nabuco, Zaida
Costa Cavalcanti publicou Escolha inicial do pega (1981), A aprendizagem do
processo como técnica de registro da informação viva em pesquisa de artesanato
(1985), Singeleza: uma renda singela (1985), Travalínguas (1988) e, de
parceria com Roberto Benjamin, A história do contador de estórias, A estória
dos sábios conselhos (1991).
ZANONI NEVES nasceu
no dia 4 de agosto de 1947, na cidade de Pirapora, MG. Tem Mestrado em Antropologia Social
e pós-graduação em Sociologia. Professor universitário (Universidade Federal de Minas
Gerais, Universidade Newton Paiva, MG), Zanoni Neves é membro da Comissão Mineira de
Folclore, tem curso de Folclore e, além de artigos publicados em revistas especializadas
e jornais, é autor de Navegantes da integração: os remeiros do rio São Francisco (1998)
e A barca Aurora (1991).
ZENO CARDOSO
NUNES nasceu no dia 15 de agosto de 1917, na cidade de São Francisco de Paula, RS.
Bacharel em Direito, jornalista, lexicógrafo, ensaísta, poeta, folclorista, membro da
Academia Riograndense de Letras, sócio-fundador do Centro de Tradições Gaúchas (1948),
Zeno Cardoso Nunes já publicou diversos livros de poesia, ensaios e artigos em revistas e
jornais e, na área de Folclore, de parceria com Rui Cardoso Nunes, Dicionário de
Regionalismo do Rio Grande do Sul (1982/87) e Minidicionário guasco (1992,
3ª. Ed.).
ZEZITO GUEDES
nasceu no dia 21 de abril de 1936, no sítio Riacho dos Porcos, Município de Juru, PB.
Com Licenciatura em Letras pela Universidade Estadual de Alagoas, Zezito Guedes (cujo
verdadeiro nome é José Gomes Pereira) é professor universitário, escultor,
historiador, cronista, poeta popular, sócio-fundador da Academia Arapiraquense de
Ciências e Letras, membro da Associação Alagoana de Imprensa, protético, Diretor do
Departamento de Cultura do Município de Arapiraca (AL), folclorista, publicou Cantigas
Destaladeiras de Fumo de Arapiraca, A feira de Arapiraca, Sinais de chuva, A força da
lua, Folclore da Seca, Padre Cícero no Folclore, O Folclore na História, Tabira e suas
manifestações populares, Uma fábula nordestina e Religiosidade, crendices e misticismo.
BIBLIOGRAFIA
BRANDÃO, Théo.
Prefácio da 2ª edição de Subsídios ao folclore brasileiro Júlio
Campina. Maceió : Museu Théo Brandão/Universidade Federal de Alagoas, 1977. CASCUDO, Luís da Câmara. Antologia do folclore brasileiro. São Paulo : Livraria Martins Editora, s/d. COUTINHO, Afrânio et al. Enciclopédia de literatura brasileira. Rio de Janeiro : Fundação de Assistência ao Estudante/Ministério da Educação, 1990. ______ . Brasil e brasileiros de hoje. Rio de Janeiro : Editorial Sul Americana Ltda, 1961. GIRÃO, Raimundo & SOUSA, Maria da Conceição. Dicionário da literatura Cearense. Fortaleza: Imprensa Oficial do Ceará, 1987. GUIMARÃES, Torrieri & FIDELIS, Guido. UBE 40 anos. São Paulo : Editora Soma Ltda, 1982. MENEZES, Raimundo de. Dicionário literário brasileiro ( 2ª ed.). Rio de Janeiro : LTC, 1978. NETO, Adriano. Dicionário bio-bibliográfico de escritores brasileiros contemporâneos. Teresina : Edições Geração, 1998. PELLEGRINI FILHO, Américo. Antologia do folclore brasileiro. Belém : Edart, 1982. SANTOS, Idelette Muzart dos. Dicionário literário da Paraíba. João Pessoa : A União Editora, 1994. SERAINE, Florival. Antologia do folclore cearense. Fortaleza : Universidade Federal do Ceará, 1983. SOUTO MAIOR, Mário & VALENTE, Waldemar. Antologia pernambucana de folclore. Recife : Editora Massangana/Fundação Joaquim Nabuco, 1988. ______ & DANTAS, Leonardo. Antologia do carnaval do Recife. Recife : Editora Massangana/Fundação Joaquim Nabuco, 1991. |