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Dicionário de Folcloristas Brasileiros
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Dicionário de Folcloristas Brasileiros - P/Q

P

PAIXÃO CORTES, J.C., nasceu no dia 12 de julho de 1927, na cidade de Livramento, RS. Diplomado em Agronomia, funcionário público, radialista, pesquisador, folclorista, publicou Manual de danças gaúchas (1956, com Barbosa Lessa), Suplemento Musical do Manual de Danças Gaúchas (1956), Festança na Querência (1959), Terno de Reis (1960), Folclore musical do pampa (1960), Vestimenta gaúcha (1960), Uma dança alemã no folclore gauchesco (1966) e Do ritsch-polka dos colonos tentos aos chotes de carreirinho gaúchos (1966), além de ensaios e artigos publicados na imprensa.

PAULA SIMON RIBEIRO é gaúcha. Folclorista, jornalista, autora de diversos trabalhos entre os quais, na área de Folclore, Adivinhações populares (1987), além de artigos publicados em revistas e jornais.

PAULINO SANTIAGO nasceu no dia 13 de março de 1888, na cidade de Maceió, AL. Foi balconista da Livraria Fonseca, gerente do Banco do Brasil, superintendente do Banco de Alagoas, filólogo, poeta, sócio-fundador da Academia Alagoana de Letras, folclorista, além de ensaios e artigos em revistas e jornais, Paulino Santiago publicou, na área de Folclore, Temas e processos cancioneiros de Alagoas, Dinâmica de uma linguagem, O falar de Alagoas e Estudo da etnologia alagoana. Faleceu no dia 10 de outubro de 1967.

PAULO DE CARVALHO – NETO nasceu no dia 10 de setembro de 1923, na cidade de Simão Dias, SE. Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade do Brasil (1947), Licenciado em Ciências Sociais pela Universidade do Brasil (1949), Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo (1971), Paulo de Carvalho – Neto foi visiting teacher, Antropologia, Universidade da Califórnia (USA), 1976; visiting teacher Instituições Sociais, University of Pacific (USA), 1974; visiting teacher, Folclore, Indiana University (USA), 1974; visiting teacher, Antropologia, University of West Florida, (USA), 1974; associate research de Folclore, Indiana University (USA), 1974; lecturer de Folclore, Português e Literatura, University of Califórnia, adido cultural do Brasil no Chile, no Equador; professor de Folclore Português e Literatura Brasileira, do MRE, no Uruguay. Paulo de Carvalho – Neto ganhou o Prêmio de Folclore da Universidade de Chicago, o Prêmio Internacional de Folclore Giuseppe Pitré – Salomone Marino – Palermo Itália, colaborador de diversas revistas internacionais, participou de diversos congressos e simpósios nacionais e internacionais, recebeu inúmeras honras acadêmicas, ministrou vários cursos no país e no estrangeiro e, ultimamente teve seu livro Meu tio Atauhalpa escolhido como um dos cem livros do século. Publicou, na área de Folclore, Acentos Folkloricos del Ecuador (1976), El folklore de las luchas sociales (1973), Estudios de folklore (1973), Arte Popular del Ecuador (1970), Folclore Sergipano (1970), Antologia del folklore ecuatoriano (1970), História del Folklore iberoamericano (1969), Estudios de Folklore I e II (1969), El carnaval de Montevideo (1967), Geografia del Folklore ecuatoriano (1964), Folklore y Educacion (1961), Folklore del Paraguay (1961), Folklore y Psicoanálisis (1956), Concerto de Folklore (1956), alguns dos quais traduzidos para o inglês.

PAULO DE MEDEIROS E ALBUQUERQUE nasceu no dia 31 de outubro de 1919, na cidade do Rio de Janeiro, RJ. Romancista, novelista, contista, ensaísta, jornalista, tradutor, dicionarista, funcionário público, membro da Academia de Letras do Rio de Janeiro, Prêmio Fernando Chinaglia, Paulo de Medeiros e Albuquerque publicou diversos livros e, na área de Folclore, Mensagens na cédulas e o espírito das ruas (1982). Faleceu n o dia 2 de janeiro de 1982, na cidade do Rio de Janeiro, RJ.

PAULO GUSTAVO nasceu no dia 25 de janeiro de 1957, na cidade do Recife, PE. Professor, poeta, colaborador do suplemento literário do Diario de Pernambuco, do Instituto de Tropicologia da Fundação Joaquim Nabuco (PE), Paulo Gustavo tem diversos livros de poesia publicados e, na área de Folclore, é autor de Motivos folclóricos na poesia de Mauro Mota (1986).

PAULO MEDEIROS GASTÃO nasceu no dia 14 de novembro de 1938, na cidade de Triunfo da Baixa Verde, PE. Idealizador e atual presidente da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC), membro fundador da Fundação Vingt-un Rosado (Mossoró, RN), da Academia Mossoroense de Letras, sócio do Instituto Cultural do Oeste Potiguar (ICOP), ex-professor da Universidade Regional do Rio Grande do Norte e da Escola de Agricultura de Mossoró (RN), Paulo Medeiros Gastão tem participado, com assiduidade, de seminários, congressos, encontros, cinema, sobre o cangaço e seu universo. São de sua autoria Viagem a Triunfo da Baixa Verde – 2a ed (1995) e Contribuição a uma bibliografia do cangaço – 1845/1996 (1996).

PAULO VIANA nasceu em 1922, na cidade do Recife, Pernambuco. Fez o curso primário no Instituto São José, o ginasial no Colégio Salesiano e concluiu o curso de Sociologia na Universidade Federal de Pernambuco. Jornalista desde 1939, colaborou nos jornais e revistas recifenses e do sul do país, ganhando vários prêmios de reportagem. Foi fundador do Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco, dirigente sindical, presidente da Associação de Cronistas Carnavalescos, assessor de imprensa, editor de Economia do Jornal do Commercio, redator econômico do Diario de Pernambuco, tendo, também, participado de diversos congressos e recebido a Medalha de Mérito do Recife e a de Guerrilheiros do Nordeste. Além de numerosos trabalhos publicados em revistas e jornais, Paulo Viana publicou Carnaval de Pernambuco – suas riquezas folclóricas e ritmos característicos (1974). Deixou inéditos os livros Sobsídios para a história do carnaval do Recife, Origem, Fausto e decadência dos maracatus e Tradição oral das seitas africanas e as naturais distorções do ritual. Na área de eventos foi o criador da Noite dos tambores silenciosos, que acontece nas segundas-feiras de carnaval no Pátio do Terço, no Recife. Faleceu em 1987.

PEDRO PAULINO DA FONSECA é alagoano. Residia no Rio de Janeiro quando, no dia 22 de abril de 1881, publicou, na seção "Variedades" do Jornal do Commercio daquela cidade, o artigo A cruz das almas: lenda alagoana que, no jornal Evolucionista edição de 9 de dezembro de 1902, foi o referido artigo republicado no O Cruzeiro, edição de 24 de maio de 1902, com a assinatura de P. (Paulino) Fonseca. Pedro Paulino da Fonseca publicou outro artigo sob o título Um batismo póstumo (lenda alagoana), que foi transcrito pelo jornal Evolucionista ( Maceió, AL, edição de 15 e 16 de maio de 1903) e pela Revista do Instituto Histórico de Alagoas (Maceió, AL, 60(17):33-7-1933). Ainda de sua autoria é o trabalho A velha cidade de Alagoas. Recordações de suas antigas festas (Procissão da Cinza, Serração da Velha, Procissão dos Passos, Domingo de Ramos, Sexta-Feira da Paixão e Domingo da Ressureição), escrito em março de 1895, mas somente publicado, após a morte do autor, na Revista do Instituto Histórico de Alagoas (Maceió, (22): 18-26, 1924/43). Pedro Paulino da Fonseca, falecido no dia 16 de novembro de 1902, foi um dos pioneiros do folclore brasileiro.

PEDRO TEIXEIRA DE VASCONCELOS nasceu no dia 12 de outubro de 1916, no Engenho Bom Sucesso, município de Chã Preta, AL. Fez o primário em Chã Preta e Viçosa (1925/29), o curso básico de seminário no Seminário Metropolitano de Maceió (1929/33) e cursou o Colégio Normal Joaquim Diegues (Viçosa, 1936). Sua vocação sempre foi o magistério. Ensinou línguas e Folclore em vários colégios e ajudou a fundar diversos estabelecimentos de ensino. Foi funcionário público, membro do Conselho Estadual de Cultura, da Sociedade de Cultura Artística, faz parte da Comissão Alagoana de Folclore e do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas. Publicou vários trabalhos na área do Folclore: Adivinhas e Superstições (com Luís Sávio de Almeida), Lúdica folclórica (de parceria com José Maria Tenório Rocha), Artesanato de Alagoas (também de parceria com José Maria Tenório Rocha), Folclore: música, dança e torneio (1979), Adivinhas, Pastoril e Andanças pelo Folclore (1998), além de artigos publicados em revistas e jornais.

PEDRO TOMÁS PEDREIRA nasceu no dia 15 de outubro de 1928, na cidade de Salvador, BA. Membro do Instituto Histórico e Geográfico da Bahia e de outras entidades culturais, Pedro Tomás Pedreira publicou diversos trabalhos, entre os quais, na área de Folclore, Memória histórico-geográfica de Santo Amaro (capítulo sobre o Folclore de Santo Amaro), em 1977.

PEDRO TUPINAMBÁ nasceu no dia 19 de novembro de 1919, na cidade de Manaus, AM. Diplomado em Medicina (1944), cronista, poeta, folclorista, membro da Academia Paraense de Folclore, Pedro Tupinambá publicou, na área de Folclore, além de ensaios e artigos em revistas especializadas e na imprensa, Mosaico folclórico (1969) e Batuques de Belém (1973).

PEREIRA CORUJA nasceu no dia 31 de agosto de 1806, na cidade de Porto Alegre, RS. Foi professor primário na sua cidade natal, deputado provençal (1835) e preso porque se envolveu na Revolução Farroupilha. Solto no ano seguinte, foi residir no Rio de Janeiro, onde fundou o Colégio Minerva. Publicou gramáticas, aritméticas. Entre seus trabalhos, destaca-se o que escreveu sobre As alcunhas de Porto Alegre e outras alcunhas. Faleceu no Rio de Janeiro, no dia 4 de agosto de 1889.

PEREIRA DA COSTA. Filho de Augusto Menezes Costa e de Dona Maria Augusta Pereira da Costa, nasceu Francisco Augusto PEREIRA DA COSTA na cidade do Recife, no dia 16 de dezembro de 1851. Fez seus primeiros estudos no Colégio de Nossa Senhora do Bom Conselho. Com a idade de dezesseis anos deixou de estudar para ser balconista numa livraria recifense. Aos vinte anos escreveu um artigo intitulado Número Sete, que publicou no Diario de Pernambuco. A partir de então, passou a divulgar estudos e ensaios sobre figuras e fatos ligados à história pernambucana como também à do Nordeste, firmando-se, assim, como estudioso das coisas pernambucanas e da história da região onde nasceu e viveu. No ano de 1884, Pereira da Costa foi convidado para exercer as funções de Secretário do Governo do Piauí. Com quarenta anos concluiu o curso de Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Recife. Foi membro do Conselho Municipal do Recife (1884-1891), deputado estadual e um dos fundadores da Academia Pernambucana de Letras. Não foi na política, entretanto, que Pereira da Costa mais se destacou. Como homem inteligente que era, claro que sua passagem pelo Conselho Municipal do Recife e pela Câmara Estadual não foi em vão, porque seu nome sempre esteve ligado a todas as leis que visavam a higiene, a saúde e o bem-estar dos recifenses e dos pernambucanos. Pereira da Costa permaneceu vivo na história cultural de Pernambuco pela força e pelo valor de seus magníficos trabalhos, ainda hoje de grande valia para os que se dedicam ao estudo da História e do Folclore pernambucanos. Obras como Mosaico Pernambucano (Coleção de excertos históricos, poesias populares, anedotas, curiosidades, lendas, antiqualhas, usanças, ditos populares, etc., !884). A Ilha de Fernando de Noronha (1888), Enciclopediana Brasileira (1889), Folk-Lore Pernambucano (Subsídios para a história da poesia popular em Pernambuco, 1909), A Naturalidade de Camarão (1909), Anais Pernambucanos 10 v. (onde vamos encontrar registrados, com impressionante riqueza de detalhes, a história de Pernambuco, desde sua fundação até o ano de 1850) e outras, num total de trinta e seis, entre as quais o Vocabulário Pernambucano, trabalho de fôlego resultado de, ninguém sabe, quantos anos de pesquisa, num tempo em que a técnica e os meios de comunicação não eram os de hoje. Faleceu no dia 21 de novembro de 1923.

PIERRE VERGER nasceu no dia 4 de novembro de 1902, em Paris, França. Fotógrafo, etnólogo, babalaô francês, viajou, durante quinze anos, conhecendo diversos países do mundo. Em 1946, descobriu a Bahia lendo o romance Jubiabá – de Jorge Amado e se apaixonou pela cidade de Salvador, onde residiu e passou a estudar os cultos afro-brasileiros. Professor da Universidade Federal da Bahia, Doutor pela Universidade de Paris, (muito embora tenha abandonado os estudos aos 17 anos de idade), Pierre Verger está implantando o Museu Afro Brasileiro e já publicou, no Brasil, Retratos da Bahia (1980), Lendas dos Orixás (1981), Orixás, os deuses iorubás na África e no Novo Mundo (1983), Oxóssi, o caçador (1981), Lendas africanas dos Orixás (1985), Fluxo e refluxo do tráfico de escravos entre a costa de Benin e a Bahia de Todos os Santos (1987), Os libertos, sete caminhos na liberdade de escravos da Bahia no século XIX (1992) e Artigos (1992).

PINTO DE AGUIAR nasceu no dia 7 de março de 1910, na cidade de Alagoinha, BA. Advogado, professor, economista, jornalista, fundador da revista Arco e Flecha, redator da revista Etc e Estado da Bahia, diretor da Caixa Econômica Federal da Bahia, fundador-diretor da Livraria Progresso Editora, diretor da Faculdade de Ciências Econômicas da UFB, diretor da Petrobrás SA., e, como escritor, publicou diversos livros sobre temas de sua especialidade. Na área de Folclore, publicou Bailes pastoris da Bahia (1957).

PLAUTIUS CUNHA nasceu no dia 15 de março de 1922, na cidade de Fortaleza, CE. Fez o primário no Colégio São Luís (CE), o ginasial no Colégio Anglo-Brasileiro do Rio de Janeiro. Diplomou-se em Farmácia. Exerceu as funções de escrivão da Coletoria Federal, Controlador de Rendas Federais, Auditor Fiscal do Tesouro Nacional, English Teacher da Luisian State University (USA), jornalista, colaborador do Unitário, Correio do Ceará, O Estado e do Jornal de Jundiaí (SP). Já publicou Anedotas do Quintino (seu pai), Obra prima da literatura de cordel (1983), Flagrantes da vida genial de Quintino Cunha (1985), Ceará moleque, Ceará gaiato e Ceará alegre (1958/60).

PRADO RIBEIRO nasceu no dia 28 de setembro de 1894, na cidade de Juazeiro, BA. Bacharelou-se pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, RJ. Foi Juiz de Direito na Bahia e delegado especializado no mesmo Estado. Pertenceu à Academia Carioca de Letras, à Federação das Academias de Letras, à Associação Brasileira de Imprensa e ao Clube dos Advogados. Recebeu a Medalha de Honra da Comemoração de Rui Barbosa. Publicou, entre outros livros, Vida sertaneja (Usos e costumes do Sertão Baiano), Sangue sertanejo e Língua Brasileira. Já é falecido.

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QUITO DIAS nasceu no dia 22 de outubro de 1922, na cidade de Araruna, PB. Através das estações de rádio da região, Quito Dias divulgou, além de suas produções na linha dos poetas Zé da Luz e Zé Limeira, as de outros poetas matutos, havendo publicado diversos livros, entre os quais Nordeste em fogo (1957), Lamentações matutas (1962), Aves de arribação (1973), A véia quixabeira (1976), O Sertão fala assim (1977), O Sertão canta e geme (1979) e O Sertão sabe cantá (1981). Faleceu no dia 13 de março de 1985, na cidade de João Pessoa (PB).