A-B
C-D
E-F
G-H
I-J
Dicionário de Folcloristas Brasileiros
K-M
N-O
P-Q
R-S
T-Z

Dicionário de Folcloristas Brasileiros - N/O

N

NAPOLEÃO FIGUEIREDO nasceu na cidade de Belém, PA. Formado em Direito pela Faculdade de Direito do Pará, estagiou e fez cursos de Pós-Graduação em Antropologia realizados no Museu Paraense Emílio Goeldi de Belém, PA e no Centro de Estudos de Antropologia Cultural de Lisboa. Conquistou diversos prêmios, entre os quais o Prêmio Giorgio Falangola (1972); o Prêmio Carlos Nascimento (1975); e a 1ª Menção-honrosa no Prêmio Sílvio Romero (1978). Portador de diversas medalhas e condecorações, foi membro de várias entidades culturais brasileiras e estrangeiras. Pertenceu à Academia Brasileira de História, à Academia Paraense de Letras, ao Instituto Histórico e Geográfico do Pará. Foi professor da Universidade Federal do Pará e professor-visitante em universidades estrangeiras. Publicou, além de ensaios em revistas especializadas, A festa dos coletores entre os Aramagoto (1961), A cerâmica arqueológica do rio Itacaiunas (1965), A presença africana na Amazônia (1976), Amazônia: tempo & gente (1977), Rezadores, pajés & puçangas (1979), Questões metodológicas na pesquisa do uso recente de plantas medicinais na medicina de folk em Belém (1980), Las sociedades tribales en la Amazonia brasileña (México, 1977), Festas de Santos e encantados (1972), Feste, miti e leggende della regione dell’ Alto Cairari (1973), Terra Ameriga (1973), Banho de cheiro (1983). Já é falecido.

NELSON BARBALHO nasceu no dia 2 de junho de 1918, na cidade de Caruaru, PE. Não chegou a concluir o curso secundário no Colégio Americano Batista do Recife, regressando à terra natal para trabalhar. Aposentou-se como fiscal do IAPAS, função que lhe permitiu conhecer quase todas as cidades do interior pernambucano, recolhendo, assim, farto material para seus livros. Jornalista, historiador, pesquisador, lexicógrafo, compositor musical (parceiro em diversas músicas com Luís Gonzaga - o Rei do Baião), Nelson Barbalho sempre foi um escritor, autor de quase uma centena de livros, entre os quais destacamos Cronologia pernambucana (com vinte volumes publicados dos quase cinqüenta que compõem a obra), perto de vinte livros sobre Caruaru (Meu povinho de Caruaru, Major Sinval, Caruaru do meu tempo, etc.) e outros trabalhos folclóricos como Dicionário da Cachaça, Dicionário do Açúcar, sem contar vários ensaios publicados em jornais e revistas especializadas, na qualidade de estudioso da história e costumes do povo do Nordeste. Faleceu na cidade do Recife, no dia 22 de outubro de 1993.

NELSON DE ARAÚJO nasceu no dia 4 de setembro de 1926, na cidade de Capela, SE. Fez o curso médio no Colégio Salesiano de Aracaju. Passando a residir em Salvador, militou durante longos anos como jornalista, revisor, tradutor, fotógrafo documentarista e laboratorista, repórter, articulista e factotum da Livraria Progresso. Em 1957 publicou seu primeiro livro Um acidente na estrada e outras histórias, com o qual ganhou o Prêmio Gerhard Meyer. Em 1959 veio a lume A companhia das Índias (teatro). Em 1960 foi convidado para ensinar História do Teatro na Universidade Federal da Bahia. Como teatrólogo, também escreveu várias peças, entre as quais Rosarosal, rosalrosa, Auto do tempo e da fé, Cinco autos do Recôncavo, e os trabalhos Alguns aspectos do teatro no Brasil nos séculos XVIII e XIX, História do Teatro, Duas formas de teatro popular do Recôncavo baiano, O baile pastoril da Bahia, La percepcion de la realidad africana en el Brasil (publicado na Argentina e em Portugal), Três novelas do povo baiano, Folclore e política. Em 1982, recebeu o Troféu Martim Gonçalves, como prêmio pelo conjunto de suas obras sobre teatro e em 1985, o título de Cidadão da Cidade de Salvador, Concedido pela Câmara Municipal de Salvador. Autor de outras peças de teatro, muitas das quais tendo o popular como tema, e de ensaios e artigos sobre o folclore do Recôncavo, Nelson de Araújo também se destacou como fotógrafo (menção honrosa com a foto Carroussel, no II Salão Baiano de Fotografia, 1969) e produtor de audio-visuais. Faleceu no dia 7 de abril de 1993, em Salvador, BA.

NEREU DO VALE PEREIRA nasceu no dia 13 de setembro de 1926, na cidade de Florianópolis, SC. Doutor em Sociologia, Técnico Senior em projetos econômicos e estudos de impactos ambientais, economista, Vereador, Deputado Estadual, folclorista, vice-presidente da Comissão Catarinense de Folcore, membro do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, Nereu do Vale Pereira tem vários trabalhos publicados na área de Folclore: Ribeirão da Ilha Vida e relatos – Os engenhos de farinha de mandioca da Ilha de Santa Catarina, Origem e raízes do Boi-de-mamão catarinense, Ritos de Passagem (1975), Folclore ergológico (1979), O sentimental e o folclórico Pão por Deus (1980), Do fato folclórico ao fato turístico (1981), As festas do Divino Espírito Santo- origens (1985), Sobre a pombinha açoriana (1988), A arte da baleeira (1991), Mandioca e tradição (1992), A simbólica do Espírito Santo (1997), A flor símbolo de Santa Catarina e outros, havendo participado de inúmeros congressos, seminários, grupos de pesquisa e festivais.

NERTAN MACEDO nasceu no dia 20 de maio de 1929, na cidade do Crato, CE. Começou seus estudos em Fortaleza, continuou no Recife e terminou no Rio de Janeiro. Entrou na literatura como poeta, aos dezoito anos de idade. Foi diretor do Jornal do Commercio e redator político de O Jornal e Tribuna de Imprensa, do Rio de Janeiro. Foi redator do Jornal do Commercio, Diario de Pernambuco e Diario da Noite, de Recife (1950/1). Membro da Academia Cearense de Letras, Nertan Macedo publicou, na área de Folclore, Cancioneiro de Lampião (1959), Rosário, rifle e punhal (1960), O padre e a beata (1961), Capitão Virgulino Ferreira – Lampião (1962), Antônio Conselheiro (a morte em vida do beato de Canudos, 1969), e Bartolomeu, o caudilho dos beatos e cangaceiros (1970).

NERY CAMELO nasceu no dia 25 de dezembro de 1898, na cidade de Santa Quitéria, CE. Jornalista, poeta e folclorista, Nery Camelo publicou, na área de Folclore, Alma do Nordeste (1936), Viagens na nossa terra (1938) e Através dos sertões (s/d), além de ensaios e artigos em revistas jornais. Faleceu no dia 3 de novembro de 1974, na cidade de Fortaleza, CE

NESTOR DE HOLANDA nasceu em 1921, na cidade de Vitória de Santo Antão, PE. Depois de concluir o curso em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Recife, passou a residir no Rio de Janeiro. Jornalista desde os 14 anos, trabalhou na imprensa recifense e carioca, ora como secretário, ora como redator-chefe. Trabalhou também em diversas emissoras da então capital do país, inclusive no Serviço de Radiodifusão Educativa do Ministério da Educação. Como teatrólogo, escreveu doze comédias e catorze revistas. Além dos inúmeros trabalhos publicados na imprensa do país, Nestor de Holanda também se dedicou à música popular brasileira, com mais de duzentas gravações de sua autoria. Entre outros, escreveu os seguintes livros: Sossego - rua da revolução (1961), O mundo vermelho (1961), Ah! Saudade engraçada (1962), A bruxa (1962), A ignorância ao alcance de todos (1963), O puxassaquismo ao alcance de todos (1963), Seja você um canibal (1964), Jangadeiros (1964), Estórias de bom humor (1965), Telhado de vidro (1965), Itinerário carioca (1965), alguns deles traduzidos para o russo, chinês, norueguês, francês, tcheco, espanhol, búlgaro, polonês e italiano. Na área do folclore, presente na maioria de seus livros, escreveu Estórias (1965), Barcaças de açúcar (1967), As saias no folclore (1967), Medicina empírica (1969) e outros. Faleceu no Rio de Janeiro em 1970.

NESTOR DIÓGENES nasceu em 1889, na cidade de Bonito, PE. Fez o curso primário em Bonito e Palmares e o secundário, parcelado, no Colégio Pedro Augusto, do Recife, prestando exames no Ginásio Pernambucano. Em 1917 concluiu o curso de bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais na Faculdade de Direito do Recife. Jornalista, colaborador do Diario de Pernambuco, Promotor Público, Juiz de Direito, secretário da Escola Normal de Pernambuco, desembargador, presidente do Tribunal de Justiça e do Tribunal Eleitoral de Pernambuco, diretor do Departamento Jurídico da Prefeitura do Recife, professor catedrático de Direito Civil e Processo Civil e de Direito Romano da Faculdade de Direito do Recife, escreveu, ao longo de sua vida, vários livros sobre assuntos de sua especialidade e também Brasil Virgem, livro que reflete o folclore das cidades do interior por onde andou no começo de sua vida. Foi membro da Academia Pernambucana de Letras. Faleceu em 1972.

NICODEMOS DE SOUZA MOREIRA JOBIM é alagoano. No dia 1° de fevereiro de 1872, o jornal O Liberal, de Maceió (AL), segundo Théo Brandão, "estampava em suas páginas, assinado por Professor Nicodemos, o artigo Lenda anadiense e tradição histórica-Nossa Senhora da Piedade da Vila de Anadia na Província das Alagoas, datado de Anadia, 15 de novembro de 1871, o mais antigo trabalho que se conhece, a respeito do tema folclórico, escrito por alagoano", o que caracteriza mais um autor alagoano pioneiro na área de Folclore.

NINA RODRIGUES nasceu no dia 4 de dezembro de 1862, na cidade de Vargem Grande, MA. Fez o secundário no Seminário de N. S. das Mercês e no Colégio São Paulo. Começou a estudar medicina na Faculdade de Medicina da Bahia e concluiu o curso na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Regressou ao Maranhão, onde pouco demorou, fixando residência em Salvador, ingressando no magistério superior e dedicando-se às pesquisas de sua área de ação. Foi membro da Academia Maranhense de Letras. Publicou Os mestiços brasileiros (1890), O problema negro na América do Sul (1932), Os africanos no Brasil (1932), além de inúmeros ensaios, estudos e artigos em revistas especializadas. Faleceu em Paris, no dia 17 de julho de 1906.

NIOMAR DE SOUZA PEREIRA nasceu no dia 20 de novembro de 1935, em Goiás. Bacharel em música com pós-graduação em Magistério III Grau, professora, pesquisadora, folclorista, ex-presidente da Associação Brasileira de Folclore e da Comissão de Folclore da Secretaria de Cultura de São Paulo, ex-diretora do Museu de Folclore Rossini Tavares de Lima, diretora do Acervo Musical MF, titular das cadeiras de Folclore Brasileiro e História da Música Ocidental e História da Música no Brasil (Faculdade Carlos Gomes – São Paulo), Niomar de Souza Pereira, além de ensaios e artigos em revistas especializadas e jornais, publicou, na área do Folclore, Uma festa religiosa brasileira – de parceria com Mara V. Jardim, Carvalhadas no Brasil, Música religiosa folclórica na folia do Divino, Coletânia de música sacra brasileira, Folclore: teorias, conceito, campo de ação, Folclore, A coleção de instrumentos musicais do Museu de Folclore Rossini Tavares de Lima, São Gonçalo é padroeiro, protetor dos violeiros, Natal – cantos de presépio, Teatro folclórico, A música dos instrumentos, Convergências culturais na formação da música folclórica brasileira e outros. É sócia-fundadora e conselheira da Sociedade Brasileira de Musicologia.

NOÉ MENDES DE OLIVEIRA nasceu no dia 17 de janeiro de 1940, em Simplício Mendes, PI. Diplomado em Ciências Jurídicas e Sociais, em Filosofia e Teologia, folclorista, ensaísta, crítico, Noé Mendes de Oliveira publicou diversos livros entre os quais Folclores piauienses (1976) e Folclore brasileiros: Piauí (1977), além de ensaios em revistas especializadas e em jornais.

NUNES MARQUES PEREIRA nasceu em 1652, em Lisboa (segundo Rodolfo Garcia) ou na Bahia (conforme Varnhagen e Eugênio Gomes). Autor do Compêndio narrativo do Peregrino da América – nova ed. (1939, 2 v.), que contém valiosas informações sobre Folclore e costumes do século XVIII.

O

OLÍMPIO BONALD NETO nasceu em 1932, na cidade de Olinda, PE, Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito do Recife (1955), fez curso de especialização em Planejamento e Organização de Turismo no México, pela OEA, 1974. É professor da Universidade Católica de Pernambuco, procurador federal autárquico, membro da Academia Pernambucana de Letras, da Comissão Pernambucana de Folclore, da FIAM, da Academia Olindense de Letras, do Instituto Histórico de Olinda e de Goiana, tendo publicado Bacamarteiros (1976), Bacamarte, pólvora e povo (1978), Cabolcos de lança (1978), O homem da meia-noite (1978), Cultura popular em Pernambuco (1981/2), Palco e palanque (1988) e Gigantes foliões no carnaval do Recife (1992). Além de escritor, também é pintor.

ONEIDA ALVARENGA nasceu no dia 6 de dezembro de 1911, na cidade de Varginha, MG. Diplomou-se em Piano pelo Conservatório Dramático e Musical de São Paulo. Também fez o curso de Etnografia e Folclore no Departamento de Cultura de São Paulo. Foi organizadora e diretora da Discoteca Pública do mesmo Departamento, em 1935, Membro da Academia Brasileira de Música e participante do Congresso Internacional em São Paulo, 1954. Além de artigos e ensaios publicados na imprensa especializada, Oneida Alvarenga, na área de Folclore, publicou Cateretês do sul de Minas Gerais (1937), Comentários e alguns contos e danças do Brasil (1941), A influência negra na música brasileira (1946) e Música popular brasileira (1945).

ORÍGENES LESSA nasceu no dia 12 de julho de 1903, na cidade de Lençois, SP. Fez seus estudos primários no Ginásio do Estado (SP). Com 13 anos de idade fundou o jornalzinho O Beija-Flor. Aos vinte anos ingressou no Seminário de Teologia, abandonando-o dois anos depois. Em 1924 passou a residir no Rio de Janeiro. Em 1928, matriculou-se na Escola Dramática, cujo diretor era Coelho Neto. Colaborou em O Imparcial e na Tribuna Social Operária, dirigida por Joaquim Pimenta. Dedicou-se à poesia, ao conto, ao romance, fez traduções, trabalhou em propaganda. Tomou parte no movimento revolucionário de 1932, foi preso na Ilha Grande. Voltando a residir no Rio de Janeiro, publicou O feijão e o sonho, que mereceu o Prêmio Alcântara Machado da Academia Brasileira de Letras. Na área de Folclore, publicou Literatura popular em versos (1955), Literatura de feira (1964), Getúlio Vargas na literatura de cordel (1973), O cordel e os desmantelos do mundo (1983), A voz dos poetas (1984), além de ensaios e artigos em revistas especializadas.

ORLANDO PARAHYM nasceu em 1911, na cidade do Recife, PE. Fez o curso primário com a filha de Teotônio Freire, terminando no Instituto Pernambucano, de Cândido Duarte. Fez o secundário no Ginásio Pernambucano. Concluiu o curso de Medicina em 1935, na Faculdade de Medicina do Recife. Iniciou sua carreira como médico-chefe do Posto de Higiene de Salgueiro, no sertão. Exerceu, em seguida, as funções de Inspetor Sanitário, Livre-docente da Faculdade de Medicina do Recife, Catedrático da FESP, presidente do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Pernambuco, diretor do Departamento Estadual de Cultura. Membro da Academia Pernambucana de Letras publicou, entre outros, os seguintes livros: O problema alimentar, Vitamina C, Iniciação à História da Medicina, Endemias brasileiras, Traços do Recife: ontem e hoje, além de colaborar nas revistas e jornais da região. Na área do folclore publicou Ajudar a morrer (1980). Faleceu no dia 17 de junho de 1999, na cidade do Recife (PE).

ORLANDO TEJO nasceu em 1935, na cidade de Campina Grande, PB. Bacharel em Direito, poeta, ensaísta, jornalista, folclorista, professor, Orlando Tejo publicou, na área de Folclore, Zé Limeira, poeta do absurdo (1980), colaborando em revistas e jornais nordestinos.

OSVALDO FERREIRA DE MELO FILHO é catarinense. Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal de Santa Catarina, com curso de Planejamento Educacional do Instituto Latino-Americano (Chile) e em Organização Escolar (USA), Osvaldo Ferreira de Melo Filho, membro da Comissão Catarinense de Folclore, - foi secretário de Educação de Florianópolis (SC), diretor da Faculdade de Educação da UDESC (SC), professor da Universidade Federal de Santa Catarina, presidente do Conselho Estadual de Educação e Cultura de Santa Catarina – publicou ensaios e artigos em revistas especializadas e jornais, sendo de sua autoria, na área de Folclore, Temas açorianos.

OSVALDO MEIRA TRIGUEIRO nasceu no dia 8 de novembro de 1947, na cidade de Patos, PB. Concluiu o curso de Jornalismo na Universidade Católica de Pernambuco (1975), depois do que fez cursos de extensão em Técnica e Pesquisa de Folclore (Universidade Federal da Paraíba), Direção Teatral (Universidade Federal da Paraíba) e Folclore (Instituto Interamericano de Etno-musicologia e Folclore, Caracas, Venezuela). Participou de vários eventos culturais na área de Comunicação e Folclore. Exerceu o magistério superior na Universidade Regional do Nordeste (Campina Grande, PB) e na Universidade Federal da Paraíba (João Pessoa, PB). Na área de Folclore, publicou os seguintes livros: Festa do Rosário de Pombal, Congos da Paraíba, Cambindas da Paraíba e os documentários sonoros Nau Catarineta de Cabedelo e Cambindas da Paraíba.

OSWALDO LAMARTINE DE FARIA nasceu no dia 15 de novembro de 1919, na cidade de Natal, RN. Técnico agrícola pela Escola Superior de Agricultura de Minas Gerais, administrador da Fazenda Lagoa Nova (Riachuelo 1941/8 (RN), da Fazenda Oratório (Macaé, RJ.), da Colônia Agrícola Nacional – 1951/2 (Barra do Corda, MA), do Núcleo Colonial do Pium – 1952/4 (RN), Técnico do Banco do Nordeste – 1955/79 (Natal, RN), professor da Escola Doméstica de Natal e da Escola Técnica de Jundiaí (RN), Oswaldo Lamartine de Faria publicou, na área de Folclore, além de artigos em revistas especializadas e jornais, Notas sobre a pescaria de açudes no Seridó (1950), ABC da pescaria de açudes no Seridó (1961), Algumas abelhas dos sertões do Seridó (1964), Vocabulário do criatório norte-rio-grandense – de parceria com Guilherme Azevedo (1969), Uns fesceninos (1970), Encouramento e arreios do vaqueiro no Seridó (1978), Sertões do Seridó (1980) e Ferro de ribeiras do Rio Grande do Norte (1984).

OSWALDO RODRIGUES CABRAL nasceu no dia 11 de outubro de 1903, na cidade de Laguna, SC. Médico pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil (1929), diretor do Hospital Municipal de Joinville (SC), Deputado Estadual (1947/54), presidente da Assembléia (1954), docente livre da Faculdade de Direito de Santa Catarina (1952), professor da Faculdade Catarinense de Filosofia, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, dos Instituto(s) Histórico(s) de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Bahia, Paraná, da Associação Peruana de Folclore, da(s) Academia(s) de Letras de Santa Catarina, Piauí e Paraná, da Comissão Catarinense de Folclore e de outras entidades culturais nacionais e estrangeiras, recebeu diversos títulos honoríficos, Oswaldo Rodrigues Cabral publicou vários livros na área de sua especialização e, na área de Folclore, é autor de A medicina teológica e as benzeduras (1950), Vocabulário do consultório médico (1951), A medicina caseira (1952), A respeito dos corações e dos a pão-por-Deus (1949), Os santos nas lendas marítimas catarinenses (1950), Os açorianos (1951), Antigos folguedos infantis de Santa Catarina (1982) e Contribuição ao estudo dos folguedos populares de Santa Catarina (1953).

OTACÍLIO ANSELMO E SILVA nasceu no dia 11 de dezembro de 1909, na cidade de Jati, CE. Ingressou nas fileiras do Exército como músico (1927), passando para a reserva no posto de capitão. Durante oito anos pesquisou e estudou a vida do Padre Cícero Romão Batista e publicou na área do Folclore, o livro Padre Cícero – mito e realidade (1968), além de outros trabalhos. Pertenceu ao Instituto Cultural do Cariri (Crato). Já é falecido.

OVÍDIO DA CUNHA publicou diversos trabalhos, entre os quais Impressões ligeiras do carnaval pernambucano como fenômeno de antropologia cultural (1938) e Ursos e maracatus (1948).