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Dicionário de Folcloristas Brasileiros
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Dicionário de Folcloristas Brasileiros - G/H

G

GASTÃO DE BETTENCOURT nasceu no ano de 1894, em Portugal. Residiu vários anos no Rio de Janeiro, RJ, e daí sua paixão pelo folclore brasileiro. Poeta, dramaturgo, folclorista, cronista de arte, novelista, biógrafo, musicólogo, Gastão de Bettencourt publicou mais de vinte trabalhos, a maioria deles sobre temas brasileiros. São, de sua autoria, Os três santos de junho no Folclore brasileiro (1947), O Folclore na música erudita portuguesa (1950), A Bahia e seu Folclore – relicário de tradições portuguesas (1951), Flagrantes do Folclore do Brasil (1954), Lisboa no Folclore e na poesia culta do Brasil (1954), A inspiração folclórica na poesia brasileira (1954), O Folclore no Brasil (1957). Deixou, inédito, Temas do Folclore do Brasil. Faleceu em 1962, na cidade de Lisboa, Portugal.

GASTÃO GONÇALVES DA JUSTA nasceu no dia 1 de junho de 1899, na cidade de Fortaleza, CE. Funcionário público estadual, foi jornalista, cronista, poeta, membro da Academia Cearense de Letras e da Comissão Cearense de Folclore. Publicou, na área de Folclore, Improvisadores (1949), Toadas populares (1949) e Notas sobre o Folclore (1960). Faleceu no dia 10 de dezembro de 1969, em Fortaleza, CE.

GETÚLIO CÉSAR nasceu em 1887, na cidade dos Palmares, PE. Fez o primário e o secundário em Palmares e Garanhuns. Comerciário, foi despedido porque seu patrão leu uma poesia de sua autoria no jornal local. Mudou-se para o Recife e, ajudado por Dr. Gastão Pinto da Silveira e às custas dos maiores sacrifícios, concluiu o curso de Agronomia pela Escola de Agronomia de Socorro, Pernambuco. Exerceu, durante toda sua vida a profissão que abraçou, tendo publicado diversos trabalhos sobre o assunto. Na área de Folclore publicou: Crendices do Nordeste (1941), Curiosidades de nossa flora (1956), Crendices, suas origens e classificação (1975) obra póstuma. Faleceu em 1973.

GILBERTO FREYRE nasceu no dia 15 de março de 1900, na cidade do Recife, PE. Seus estudos iniciais foram feitos com professores particulares, entre os quais o inglês Mr. William, a francesa Madame Meunier, seu próprio pai, que lhe ensinou latim e português, e Telles Júnior que foi seu professor de desenho. Fez o curso secundário no Colégio Americano Gilreath, do Recife, seguindo para os Estados Unidos, onde se bacharelou em Ciências Políticas e Sociais pela Universidade de Baylor, fazendo, em seguida, o mestrado e doutorado de Ciências Políticas, Jurídicas e Sociais na Universidade de Colúmbia onde teve como mestres o antropólogo Franz Boas, o sociólogo Giddings, o economista Selingman, o jurista John Bassett Moore e outros. Em sua tese universitária - Social life in Brasil in the middle of the nineteenth century – publicada em inglês, sustenta que a situação do escravo no Brasil patriarcal fora superior à do operário europeu no começo do século XIX. Teve os graus de Bacharel, Mestre, Doutor em Letras, Doutor e Professor. No governo de Estácio Coimbra, Gilberto Freyre foi Chefe de Gabinete, merecendo daquele Chefe de Estado, extraordinária confiança. Foi fundador da cadeira de Sociologia Educacional na antiga Escola Normal de Pernambuco, inaugurando, pioneiramente, com a colaboração de suas alunas, não só no Brasil como na América Latina, trabalhos de campo cujos resultados de sentido social foram aproveitados pelo então Prefeito do Recife, criando playgrounds com o propósito de afastar as crianças dos perigos da rua. Em 1933 publicou Casa-Grande & Senzala, obra básica da história social brasileira, para, em seguida, publicar Sobrados e Mucambos (1936), Nordeste (1937), Açúcar (1939), Aventura e Rotina (1953), Assombrações do Recife Velho (1955), Sociologia da Medicina (1967) e dezenas de outros trabalhos que honram a cultura brasileira. Preso, por seu profundo amor, ao Recife, daqui nunca se ausentou, a não ser temporariamente, a ponto de recusar ministérios, cátedras em Universidades brasileiras, americanas e européias. Foi uma lei de sua autoria, quando deputado federal – eleito pelos estudantes pernambucanos - que criou o Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, hoje Fundação Joaquim Nabuco, nunca deixando de presidir seu Conselho Diretor. Gilberto Freyre colaborou em revistas especializadas em jornais nacionais e internacionais, participou, como membro efetivo, do Conselho Estadual e do Conselho Federal de Cultura. Faleceu, no dia 18 de julho de 1987, na cidade do Recife, PE.

GILBERTO OSÓRIO DE ANDRADE nasceu em 1912, na cidade do Recife, PE. Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais (1933) e Doutor em Direito Internacional Público pela Faculdade de Direito do Recife (1945), na qual ministrou cursos de sua especialidade, professor de Geografia e História em diversos estabelecimentos de ensino recifense (1932-1957), fundador da Faculdade Filosofia do Recife (1940), da Universidade Católica de Pernambuco (1943) e da Universidade Federal de Pernambuco (1950), Secretário da Educação de Pernambuco (1952/4), diretor do Departamento de Recursos Humanos da SUDENE (1969), jornalista (redator do Diario da Manhã, Diário da Tarde; diretor do Jornal Pequeno, colaborador do Diario de Pernambuco e do Jornal do Commercio), membro da Academia Pernambucana de Letras, Comendador da Ordem Militar de Cristo-Portugal (1949), Gilberto Osório de Andrade publicou Mourão, Rosa e Pimenta, O ciclo do gado no Brasil (1978) e outros, além de inúmeros ensaios em revistas especializadas e artigos em jornais.

GIOVANNI BOSCO DE ALMEIDA, professor, publicou Os sonoros pífanos de Sertânia (1983), além de artigos em revistas e jornais.

GISELDA JOFFILY PEREIRA DA COSTA nasceu no dia 10 de abril de 1905, na cidade do Recife, PE. Realizou seus primeiros estudos no Colégio Santa Margarida, diplomando-se em Pedagogia pela Escola Normal Pinto Júnior, depois do que concluiu o curso de Filosofia na FAFIRE e o de Braille, jornalista, historiadora, folclorista, conferencista, poeta, professora de ensino médio por mais de quarenta anos, Giselda Joffily Pereira da Costa, neta de Pereira da Costa, publicou Canaviais (1947) e Tradições populares da pecuária nordestina (1956).

GLADSTONE VIEIRA BELO nasceu em Pernambuco. Jornalista, poeta, vice-presidente do Conselho de Administração do Diario de Pernambuco, Gladstone Vieira Belo publicou, na área de Folclore, O romanceiro nordestino: algumas informações (1967).

GLAUCUS SARAIVA é gaúcho. Professor, jornalista, folclorista, tem vários trabalhos publicados na área de Folclore, entre os quais, Mostra de Folclore infanto-juvenil (1979), além de ensaios e artigos em revistas e jornais.

GONÇALVES FERNANDES nasceu em 1909,na cidade do Recife, PE. Diplomado em Medicina (1937) pela Universidade de Pernambuco, sempre foi conhecido como psiquiatra, antropólogo e folclorista especializado na faixa da superstições e da religiosidade popular. Foi professor da Faculdade de Ciências Médicas do Recife, da Faculdade de Direito do Recife e da Universidade do Brasil. Dedicado ao estudo e à pesquisa dos problemas humanos e sociais, encarados, de modo particular em seus aspectos religiosos e psiquiátricos sob critério e métodos da Antropologia e Folclore, fez vários cursos de especialização antropológica, neuropsiquiátrica e sociológica, estagiando, também, nos principais centros culturais da Bélgica, Holanda, Suíça, Itália, França, Portugal, Espanha e Argentina, especialmente convidado, pronunciando conferências sobre assuntos de interesse luso-brasileiro em diversos institutos científicos. Esteve no exercício de diversos cargos ligados à Medicina, de modo especial à Psiquiatria, à Psicanálise e à Antropologia Cultural. Assumiu, durante algum tempo, a direção do Departamento de Psicologia Social do então Instituto Joaquim Nabuco de Ciências Sociais, hoje Fundação Joaquim Nabuco, onde coordenou várias pesquisas. É autor de diversos livros na especialidade a que se dedicou, entre os quais Xangôs no Nordeste (1937), O folclore mágico do Nordeste (1938), As religiões no Brasil (1939), Seitas afro-brasileiras (1940) e O sincretismo religioso no Brasil (1941). Faleceu em 1986, na cidade do Recife, PE.

GUERRA PEIXE nasceu em 1914, na cidade de Petrópolis, RJ. Iniciou seus estudos na Escola de Música Santa Cecília, de sua cidade natal. Sua paixão pelas manifestações folclóricas nordestinas/pernambucanas aconteceu em 1949, quando passou um mês participando das comemorações do 1° aniversário da Rádio Jornal do Commercio. Passou, então, três anos no Recife, quando se dedicou ao estudo do folclore pernambucano, publicando, depois, Maracatus do Recife (1956), Os caboclinhos do Recife (1966), Rezas de defuntos, Zabumba-orquestra nordestina, A música e os passos do frevo, Teatro de bonecos em Pernambuco, Variações sobre o baião, Variações sobre o boi, Gíria musical dos vendedores de automóveis do Recife. Faz parte da Comissão Paulista de Folclore. Reside no Rio de Janeiro.

GUILHERME SANTOS NEVES nasceu no dia 14 de setembro de 1906, na cidade de Baixo Guandu, ES. Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, exerceu as funções de Juiz do Trabalho e Professor da Universidade Federal do Espírito Santo. Dedicou-se, de corpo e alma, ao estudo do Folclore, havendo publicado mais de cem livros e folhetos, entre os quais Cancioneiro capixaba de trovas populares (1949), Alto está e alto mora (1954), História popular do convento da Penha (1958), Folclore brasileiro: Espírito Santo (1959), Romanceiro capixaba (1980), Cantigas de Roda I e II (s/d), além de artigos e ensaios publicados em jornais e revistas especializadas. Foi membro do Conselho Nacional de Folclore. Faleceu em Vitória, ES, no dia 21 de novembro de 1989.

GUILHERME STUDART (Barão do Studart) nasceu no dia 5 de janeiro de 1856, na cidade de Fortaleza, CE. Era médico (1897), mas deixou cerca de cento cinqüenta trabalhos sobre história e geografia, a maioria sobre o Ceará. O Papa Leão XIII deu-lhe o título de barão. Grande estudioso e pesquisador, publicou, na área de Folclore, Notas sobre a linguagem e os costumes do Ceará (1892) e Usos e superstições cearenses (1910), além de vários ensaios divulgados pela imprensa e revistas especializadas. Faleceu no dia 25 de setembro de 1938.

GUMERCINDO SARAIVA nasceu na Paraíba. Musicólogo, folclorista, compositor, membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, da Academia Brasileira de História e de vários institutos históricos e goegráficos, Gumercindo Saraiva, na área de Folclore, além de ensaios e artigos que escreveu para imprensa e revistas especializadas, publicou Lendas do Brasil, Adágios, provérbios e termos musicais, Câmara Cascudo-musicólogo desconhecido e A gíria brasileira (1988).

GUSTAVO BARBOSA nasceu em 1950, no Rio de Janeiro, RJ. Jornalista, editor de revistas e jornais, roteirista de filmes promocionais e educativos, concluiu o curso de Relações Públicas e Publicidade pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (1975) e, na mesma universidade, obteve o grau de Mestre em Comunicação com a pesquisa/dissertação Grafitos de banheiro – a literatura proibida (1984). Professor, pesquisador, folclorista, Gustavo Barbosa tem artigos e ensaios publicados em revistas e jornais.

GUSTAVO BARROSO nasceu no dia 29 de dezembro de 1888, na cidade de Fortaleza, CE. Desde pequeno interessou-se pelas letras. Estudou no Colégio Partenon Cearense e no Liceu do Ceará. Em 1906 estreou na imprensa com um artigo sobre o descobrimento da América. Cursou a Faculdade de Direito de Fortaleza e bacharelou-se em 1911 pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro. Colaborou no Jornal do Ceará, em A Gazeta, em O Tico-Tico, em O Malho. Em 1912 publicou Terra de Sol, seu primeiro livro, seguido de Heróis e bandidos (1917), Almas de lama e de aço (1930), Casa de maribondos (1921), Ao som da viola (1921), O sertão e o mundo (1923), Atrás dos folclores (1927), na área de Folclore, além de numerosos ensaios e artigos na imprensa e em revistas especializadas. Já é falecido.

GUTEMBERG COSTA nasceu no dia 8 de agosto de 1959, na cidade de Natal, RN. Jornalista, folclorista, funcionário público, membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, membro correspondente do Instituto Histórico e Geográfico da Bahia, da Academia Mossoroense de Letras e da Comissão Paulista de Folclore, do Instituto Memória do Canindé e do Instituto José Marrocos de Estudos Sócio-Culturais do Ceará, Gutemberg Costa, além de inúmeros artigos publicados em revistas e jornais, já publicou, na área do Folclore, Gota de sangue num mar de lama (1992), Profetas do Nordeste (1994), Zumbi 300 anos depois (1995), O cangaceiro Antônio Silvino e sua presença no Rio Grande do Norte (1996), O riso da batina – anedotário histórico, folclórico e religioso da terra potiguar (1996), A presença de Lampião na literatura de cordel (1997), A presença de Frei Damião na literatura de cordel (1998), Santa Luzia e os olhos na religiosidade do Folclore (1998), A influência do cangaço na música popular brasileira (1998), Santo forte e lembrado, povo curado (1999) e Padre João Maria – o santo de Natal na literatura de cordel (1999).

H

HEITOR VILA-LOBOS nasceu no dia 5 de março de 1887, na cidade do Rio de Janeiro, RJ. Foi um dos mais famosos compositores brasileiros, conhecido no mundo inteiro. Sua obra, vastíssima, mantém o sabor musical do nosso folclore que era sua fonte de inspiração, valorizando as rodas infantis, os bailados dos nossos índios, as danças e cantos dos negros brasileiros, as modinhas dos nossos seresteiros. Vila-Lobos faleceu no dia 17 de novembro de 1959, na cidade do Rio de Janeiro.

HELENA MONTES, de parceria com PEDRO RIBEIRO, publicaram, em 1988, Maracatu de baque solto, sobre o maracatu rural.

HELENA RIBEIRO nasceu no dia 1 de abril de 1953, na cidade do Recife, PE. Psicóloga, jornalista, assessora de imprensa, foi editora do suplemento feminino do Diario de Pernambuco durante alguns anos, havendo publicado muitos artigos e reportagens sobre folclore: Iemanjá, culto que sobrevive (1975), É tempo de salvar o fandango (1975), Ciclo junino tem quadrilhas e acorda-povo (1976), Dona Moça: a mais antiga foliã volta à passarela (1976), Hoje tem espetáculo (1976), Leão Coroado denuncia perseguição (1976), Mamulengo: na cidade ou no campo, a viva expressão popular (1976), Barroso: o rei do pastoril profano de Pernambuco (1983) e outros.

HÉLIO DAMANTE nasceu no dia 6 de maio de 1919, na cidade de Bom Jesus dos Perdões, SP. Historiador, biógrafo, ensaísta, folclorista, jornalista, Hélio Damante publicou vários livros, entre os quais, na área de Folclore, Perfil de Amadeu Amaral (1948) e Folclore brasileiro: São Paulo (1980), além de ensaios e artigos em revistas e jornais.

HÉLIO MORO MARIANTE nasceu no dia 21 de dezembro de 1915, na cidade de Caxias do Sul, RS. Romancista, ensaísta, folclorista, contista, pesquisador, Hélio Moro Mariante publicou diversos livros nas diversas áreas de sua especialização e, na área de Folclore, são de sua autoria A vida humana e animal nos contos gauchescos (1969), História do tradicionalismo sul-rio-grandense (1976), Pandorgueando (1977), A idade do ouro (1979), além de artigos e ensaios em revistas e jornais.

HÉLIO SEREJO nasceu em Mato Grosso. Membro da Academia Matogrossense de Letras e da União Brasileira de Escritores, poeta, Hélio Serejo é um espelho da alma cabocla de sua região e autor de Zé Fornalha, Balaio de bugre, De galpão em galpão, Rodeio da saudade, Mãe preta, O homem mau de Nioaque, Contas do meu rosário, Abusões de Mato Grosso e de outras terras (1976), Modismo do sul de Mato Grosso, Vivência ervateira (1991) (Guarani, Castelhano, Linguajar de ranchada, Modismos, Hábitos e Costumes), além de artigos em revistas e jornais.

HENRIQUE L. ALVES nasceu no dia 2 de janeiro de 1931, na cidade de São Paulo, SP. Na infância, aprendeu idiomas (polonês e lituano). Abandonou os estudos de medicina para se tornar técnico em análises clínicas. Iniciou-se na literatura traduzindo Quo Vadis. Jornalista, ensaísta, contista, folclorista, tradutor, membro da UBE/SP e do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, prêmios Casa Paulo Setúbal, Juca Mulato, Carlos de Laet-ABL, Jabuti, Pen Club SP. Especializou-se em temas afro-brasileiros, participou de diversos eventos e, na área de Folclore, publicou Nina Rodrigues e o negro do Brasil (1962), O folclore e o negro na obra de Monteiro Lobato (1963), Negritude (1966), Sua Excelência, o samba (1968), Bibliografia afro-brasileira (1976) e Solano Trindade (1978), além de ensaios em revistas especializadas e jornais. Já é falecido.

HERMILO BORBA FILHO nasceu no dia 2 de junho de 1917, no Engenho Verde, Palmares, PE. Concluiu o curso de bacharel em Ciências Jurídicas e sociais na Universidade Federal de Pernambuco. Homem plural, foi diretor do Departamento de Documentação e Cultura e da Divisão de Extensão Cultural da Secretaria de Educação e Cultura da Prefeitura da Cidade do Recife, chefe do Departamento de Teatro da Universidade Federal de Pernambuco, diretor do Museu de Arte Popular do então Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, secretário-geral da Comissão Pernambucana de Folclore, Diretor de Argumentos da Kino Filmes (São Paulo), presidente da Associação Paulista de Críticos Teatrais, produtor de TV e secretário da revista VISÃO (São Paulo), romancista teatrólogo, contista, folclorista, professor universitário. Na área do Folclore, publicou: Arte popular nordestina (1966), Fisionomia e espírito do mamulengo (1966), Espetáculos populares do Nordeste (1966), Apresentação do bumba-meu-boi (1967), Três espetáculos populares de Pernambuco (1967), Cerâmica popular do Nordeste (1969) e Um problema de cultura popular (1970). Faleceu no dia 2 de junho de 1976, na cidade do Recife, PE.

HERNANI DONATO nasceu no dia 12 de outubro de 1922, cidade de Botucatu, SP. Com apenas doze anos de idade, de parceria com Francisco Marins, escreveu a novela infantil O Tesouro, publicada em rodapé no suplemento dos Diários Associados. Estudou Sociologia. Fez o curso de Dramaturgia na Escola de Arte Dramática de São Paulo. Lecionou Merceologia e Português. Redigiu para revistas e jornais. Foi funcionário público municipal e federal. Colheu algodão. Deixou o curso de sociologia para dirigir uma expedição que tinha a finalidade de levantar, até o Paraguai, o roteiro do caminho pré-cabralino que os indígenas chamavam de Perabiru. Participou da Comissão Comemorativa do VI Centenário da Cidade de São Paulo. Foi, batizado pela crianças, como contador de histórias. Ganhou o Sací (1959). É membro da Comissão Paulista de Folclore e dirigiu a revista Folclore. Diretor de Relações Públicas da Editora Abril. Pertence à Academia Paulista de Letras. Autor de livros infantis e juvenis, ficcionista, historiador, Hernani Donato publicou Cem ditados rurais paulistas (1980), além de ninguém sabe quantos artigos e ensaios em revistas especializadas e na imprensa brasileira, na área de Folclore.

HILDEGARDES VIANNA nasceu no dia 31 de março de 1919, na cidade de Salvador, BA. Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, técnica em Assuntos Culturais (SECBA), professora adjunta da Universidade Federal da Bahia, chefe da sessão de estudos e pesquisas do Arquivo Estadual da Bahia, professora de Folclore (SUTURSA), orientadora de pesquisas folclóricas da Prefeitura Municipal de Salvador, presidente da Comissão Baiana de Folclore, jornalista, Hildegardes Vianna publicou, na área do Folclore, os seguintes livros e ensaios: A cozinha baiana, seu folclore, suas receitas, Festas de santos e santos festejados, A Bahia já foi assim, Antigamente era assim, Folclore Brasileiro-Bahia, Calendário das festas populares da Bahia, Aspectos folclóricos da proclamação da República na Bahia, A propósito do bombardeio da Bahia, Sete acontecimentos sensacionais na Bahia, No princípio do século XX, As aparadeiras, as sendeironas, seu folclore, Um professor chamado Roberto Correia, ABC de Rodolfo Cavalcanti (cordel), Samba e Folclore, Terras e Ranchos de Reis na Bahia, A mulher vestida de homem, Do entrudo ao carnaval, Nascimento e vida do samba, 2 de julho na Bahia é uma festa civico-folclórica, Casa de Mestre, O gigante Cascudo, Folclore cívico da Bahia, Breve notícia sobre a cozinha baiana, além de 1500 crônicas de costumes publicadas em A Tarde, de Salvador (1955-1999) e ensaios em revistas especializadas.

HITOSHI NOMURA nasceu no dia 8 de março de 1933, na cidade de São Paulo, SP. Tem curso superior de História Natural (USP), de Línguas Japonesa e Hebraica (UEC) e os seguintes títulos acadêmicos: Doutor em Ciências (UEC), Livre-Docente em Zoologia (FFCL, SP). Exerceu as funções de oceanógrafo (IO – USP), biologista (UFCE), professor titular do Departamento de Biologia (FFCL, RP/USP), professor associado da Escola Superior de Agricultura Luís de Queiroz (USP). Entre vários trabalhos na sua especialização Hitoshi Nomura publicou, na área de Folclore, Usos, crendices e lendas sobre anfíbios (1996), Usos e costumes dos animais (1996), O mundo fascinante dos peixes (1996), Os mamíferos no folclore (1996), Avifauna no folclore (1996), além de mais de 500 artigos, ensaios em revistas especializadas e jornais brasileiros e estrangeiros.

HORÁCIO DE ALMEIDA nasceu no dia 21 de outubro de 1896, na cidade de Areia, PB. Fez o primário na sua cidade natal e passou a trabalhar no engenho de seu pai até os 22 anos, quando passou a residir em João Pessoa, onde fez os exames preparatórios Nessa época, com alguns intelectuais paraibanos, fundou a revista Era Nova. Voltando a sua cidade de origem, continuou a trabalhar no engenho. Em 1930, concluiu o curso de bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais na Faculdade de Direito do Recife. Advogou na capital paraibana até 1947, quando passou a residir no Rio de Janeiro. Jornalista, membro da Academia Paraibana de Letras, retomou, em 1958, sua vida intelectual com a publicação de Brejo de Areia, seguido por Augusto dos Anjos – razões de sua angústia (1962), Contribuição para uma bibliografia paraibana (1972), História da Paraíba (1978). Na área de Folclore, Horácio Almeida publicou Dicionário popular paraibano (1979) e Dicionário de termos eróticos e afins (1980). Faleceu no dia 5 de junho de 1983, no Rio de Janeiro. RJ.

HUGO PEDRO CARRADORE nasceu no dia 21 de fevereiro de 1930, na cidade de São Paulo, SP. Advogado, professor, jornalista, poeta, folclorista. Iniciou sua vida literária em 1964, como poeta, publicando Negritude na América. De 1959 a 1978 colaborou em O Diário (Sorocaba, SP), com sua página de Folclore. Mas foi em 1969 que se dedicou ao estudo do mundo maravilhoso do Folclore, quando publicou Cururu uma dança ao pé do altar, seguido por Retrato das tradições piracicabanas (1978), Folclore do jogo do bicho (1979) e outros.