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Dicionário de Folcloristas Brasileiros
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Dicionário de Folcloristas Brasileiros - C/D

C

CÂNDIDA MARIA SANTIAGO GALENO nasceu no dia 18 de março de 1918, em Russas, CE. Assistente Social, Professora Universitária, cronista, contista, membro da Academia Cearense de Letras, da Casa de Juvenal Galeno, da Comissão Cearense de Folclore, publicou, na área de Folclore, Ritos fúnebres no interior do Ceará (1969) e Cerâmica utilitária de Cascavel (de parceria com Florival Seraine e Francisco Alves, 1957).

CARLOS ALBERTO AZEVEDO é paraibano. Professor da Universidade de Berlim, Alemanha, onde se encontra há vários anos, tem divulgado o folclore brasileiro na Europa. De sua autoria são os trabalhos Fantástico na literatura de cordel (1978) e Estórias do arco da velha (1995) e outros, publicados em revistas e jornais.

CARLOS DE LIMA nasceu no dia 14 de março de 1920, na cidade de São Luís, MA. Historiador, folclorista, poeta, membro do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, além de ensaios e artigos publicados em revistas e jornais, Carlos de Lima é autor de diversos livros, entre os quais, na área de Folclore, Bumba-meu-boi, Bumba-meu-boi do Maranhão e A festa do Divino Espírito Santo em Alcântara.

CARLOS FEITOSA nasceu no dia 17 de novembro de 1917, na cidade de Fortaleza, CE. Formado em Direito, foi advogado militante, Juiz de Direito, autor de artigos históricos e genealógicos, publicou, na área de Folclore, A vestimenta de couro do vaqueiro nordestino (!974), A manufatura da sela no artesanato do couro (1960).

CARLOS GALVÃO KREBS nasceu no Rio Grande do Sul. Professor, conferencista, folclorista, além de ensaios publicados em revistas especializadas e jornais, é autor, na área de Folclore, de Estudos de batuque, cavalo de santo, axé de vaias e estado de santo (1988) e outros.

CARLOS JOSÉ DA COSTA PEREIRA nasceu na Bahia. Escritor, pesquisador, publicou, na área de Folclore, O artesanato na Bahia (s/d), Artesanato e arte popular no sertão baiano (1956), Artesanato e arte popular (1957) e A cerâmica popular da Bahia (1957), além de ensaios em revistas especializadas.

CARLOS OTT nasceu no dia 13 de outubro de 1908, na cidade de Bierungen, Alemanha. Diplomado em Filosofia no Antonianum de Urbee, Alemanha (1937), catedrático de Etnologia Geral e do Brasil na Faculdade de Filosofia da Universidade da Bahia, professor de Latim no Instituto Normal Isaias Alves e pesquisador do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Carlos Ott, além de muitos ensaios e artigos publicados em revistas especializadas e jornais, publicou, na área de Folclore, Formação e evolução étnica na cidade de Salvador (1955/57), Bailes pastoris (1958) e Vestígios de cultura indígena no sertão da Bahia.

CARLOS RODRIGUES BRANDÃO nasceu no dia 14 de abril de 1940, na cidade do Rio de Janeiro, RJ. Diplomado em Psicologia (1965), Mestre em Comunicação (1968) e Antropologia Social (1974), Doutor em Ciências Sociais (1979), professor universitário, poeta, ensaísta, folclorista, roteirista, Prêmio Nacional de Folclore Americano do Brasil (1974), Prêmio Sílvio Romero (1965), Concurso Nacional de Folclore Mário de Andrade (1975), Carlos Rodrigues Brandão tem diversos livros publicados, entre os quais, na área de Folclore, Sacerdotes de viola (1981), O que é Folclore (1982) e A folia de Reis de Mossâmedes (1977), além de ensaios e artigos em revistas especializadas e na imprensa.

CARLOS SAMPAIO nasceu no dia 17 de agosto de 1942, na cidade de Piritiba, BA. Professor universitário, diretor teatral, poeta, Carlos Sampaio publicou diversos livros, entre os quais Na encosta da Chapada Diamantina (1985), além de ensaios e artigos em revistas e jornais.

CARLOS TESCHAUER, PADRE nasceu no dia 10 de abril de 1851, na cidade de Birstein, Alemanha. Sacerdote jesuíta, veio para o Brasil em 1880, fixando-se no Rio Grande do Sul, onde permaneceu até o fim de seus dias. Foi professor, vigário, um grande estudioso das tradições gaúchas e uma das maiores autoridades em matéria de história, indiologia e etnografia do Rio Grande do Sul. Naturalizou-se brasileiro em 1891. Na área do Folclore publicou Avifauna e flora nos costumes, superstições e lendas brasileiras (1925) e Poranduba Rio-Grandense (1929). Faleceu no dia 16 de agosto de 1930, na cidade de São Leopoldo, RS.

CARMEN LÚCIA DANTAS nasceu no dia 27 de setembro de 1945, na cidade de Penedo, AL. Graduada em Museologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1969/1972), com especialização em História do Brasil, pela Universidade Federal de Alagoas (1981) e aperfeiçoamento em Planejamento Urbano e Patrimônio Cultural em Berlim (Alemanha), Carmen Lúcia Dantas tem Mestrado em Literatura Brasileira pela Universidade Federal de Alagoas, foi professora de Ensino Primário (Secretaria de Educação do Estado de Alagoas) e, por concurso público, professora de História do Ensino Superior (UFAL). Foi professora de História da Arte (Centro de Estudos Superiores de Maceió, 1977/1982), diretora do Museu Theó Brandão (1978/1986), presidente da Fundação Teotônio Vilela (1986/1988), coordenadora do Levantamento do Acervo Histórico e Artístico das cidades de Penedo e Marechal Deodoro (1980), Coordenadora da instalação do Museu de Arte Sacra de Marechal Doedoro (AL, 1984), muséologa responsável pelo Projeto da Ocupação Espacial do Prédio da Associação Comercial para fins museológicos (1997), responsável pelo Projeto de Reativação do Museu Théo Brandão (UFAL, 1997), responsável pelo Projeto de Instalação do Museu de Penedo (AL,1999), responsável pelo Projeto de Transferência do Acervo Pierre Chalita (1999), responsável pelo inventário do acervo artístico da Fundação Pierre Chalita (1996 até agora), crítica de Artes Plásticas (1986 até agora), havendo publicado, na área de Folclore, Carrapicho: cerâmica e arte (1980), Alagoas – roteiro cultural e turístico (1979), Aspectos da cultura popular de Alagoas (1987). É Presidente do Conselho Estadual de Cultura (1999/2002), membro do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, da Associação Brasileira de Críticos de Arte e da Associação Brasileira de Museologia.

CARVALHO DEDA, sergipano, professor, jornalista, folclorista, pesquisador, é autor de Brefaias e burundangas do folclore sergipano (1967), interessante trabalho, que registra o linguajar de sua terra.

CÁSCIA FRADE nasceu na cidade de Carangola, MG. Graduada em Música pela Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro, tem os seguintes cursos de extensão: de Etnomusicologia, pelo Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro e o de Folclore, pelo Museu de Artes e Tradições Populares de São Paulo. No concurso Mário de Andrade de Monografias sobre Folclore, em 1972, obteve 1° menção-honrosa com o trabalho São José dos Campos – sua gente e seu folclore. É membro da Sociedade Brasileira de Folclore, professora de Folclore Brasileiro na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e do Instituto Metodista Bennett, professora de Danças Folclóricas no curso de Musicoterapia do Conservatório Brasileiro de Música do Rio de Janeiro e Diretora da Divisão de Folclore do Departamento de Cultura da Secretaria Estadual de Educação e Cultura do Rio de Janeiro. Publicou, na área de Folclore, Jogos e brincadeiras infantis no Rio de Janeiro (1978), Rendeiras de bilro no Estado do Rio de Janeiro (1979), Folclore Brasileiro – Rio de Janeiro (1979), Cavalhadas, Ciclo da Quaresma, Festas de Fogueira (1980) e organizou o Guia do Folclore Fluminense (1985).

CASTRO MONTE nasceu no dia 8 de agosto de 1893, na cidade de Fortaleza, CE. Fez o curso secundário no Liceu do Ceará e o superior na Faculdade de Direito do Ceará (1913). Foi Promotor Publico, Juiz Substituto, Delegado Regional de Bancos em Goiás (1922), Fiscal de Bancos em São Paulo (1923), fez parte da Academia Amazonense de Letras, Castro Monte é autor de diversos livros jurídicos e também publicou, na área de Folclore Crendices afro-brasileiras e Da alegria triste dos violeiros do Nordeste. Faleceu no dia 21 de julho de 1956, em Fortaleza, CE.

CECÍLIA LORETO MARIZ nasceu no dia 1 de julho de 1956, na cidade do Recife, PE. Formada em Ciências Sociais, professora da Universidade Federal de Pernambuco, publicou, entre outros trabalhos, Tribo de índios (1979) e Caboclinhos (1977).

CEIÇÃO DE BARROS BARRETO nasceu em 1885, em Pernambuco. Dedicou-se ao estudo do violino, obtendo o Primeiro Prêmio do Instituto Nacional de Música (RJ), ocupou a cadeira de Música da Escola Normal de Pernambuco, Ceição de Barros Barreto publicou Cantigas de quando eu era pequenina (1931), Um auto de pastorinhas (1950) e O veado e o jaboti (1944). Transferiu-se para o Rio de Janeiro onde ensinou música por alguns anos, falecendo em 1984.

CELINA CEZÁRIO DE MELO nasceu em 1916, na cidade de Palmares, PE. Feito o curso primário, só teve mesmo tempo de concluir o segundo grau, casando-se ainda muito jovem. Era uma menina ainda quando sua irmã desistiu de estudar pintura e fez-se logo dona de seus pincéis e de suas tintas e, por conta própria, sem professor, passou a pintar tudo que via, tudo que dormia na sua imaginação. Só depois de mocinha é que começou a tomar aulas de pintura e hoje é uma pintora primitiva do folclore. Ganhou diversos prêmios, não somente aqui como em outras capitais do sul. Poeta em Todo tempo é primavera (1981) é, também, folclorista em Uma viagem encantada pelo folclore brasileiro (1981), livro adotado em diversos estabelecimentos de ensino do Recife.

CELSO DE MAGALHÃES nasceu no dia 11 de novembro de 1849, em Penalva, MA. Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Recife (1873), colaborou nos jornais pernambucanos e maranhenses. De sua autoria são os trabalhos publicados sobre a poesia popular brasileira, assunto que, depois, mereceu sua especial atenção, e que, depois, foram publicados inicialmente pela Revista Brasileira (1879) e, mais completo com a publicação definitiva em 1966, numa edição do Departamento de Cultura do Maranhão, com prefácio e notas de Domingos Vieira Filho. Faleceu no dia 9 de junho de 1879, na cidade de São Luís, MA

CELSO SILVEIRA nasceu no dia 25 de outubro de 1929, na cidade de Assu, RN. Bacharel em Jornalismo, cronista, poeta, folclorista, foi repórter e editor de jornais, diretor da Imprensa Oficial do Rio Grande do Norte, diretor da Gráfica Manimbu (FJA), assessor de imprensa do governo (RN), assessor de imprensa da prefeitura de Natal (RN), vice-diretor da Faculdade de Jornalismo, professor de Técnica de Jornal, editor da Boágua, membro da Comissão Estadual de Folclore, com trinta títulos publicados, Celso Silveira nos deu, na área de Folclore, Glosa, glosarium (1979), O homem ri de graça (1982), Tempo de rir (1984), 50 glosas sacanas (1985), Arre! Gordo cheio de graça (1987), Peido, o traque pum, de parceria com José de Souza (1989), Bocagiana potiguar (1991), Trovas (1993), Giros, girolas, geringonças (1996), De repente, o "causo" (1997), Cordel de Luís da Câmara Cascudo (1998).

CIRINÉA DO AMARAL nasceu em Pernambuco. Professora, publicou fandango de Itamaracá (1989) e O folclore na escola (1981), além de ensaios em revistas especializadas e jornais.

CLARIBALTE PASSOS nasceu no dia 20 de março de 1923, na cidade de Caruaru, PE. Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, enveredou pelos caminhos do jornalismo. Advogado, Relações Públicas, escritor, Claribalte Passos foi, durante muito tempo, chefe da Divisão de Informações do Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA), no Rio de Janeiro, dirigindo a revista Brasil Açucareiro . Na área do Folclore, publicou: A cana de açúcar no folclore (1966), Judith Cleason e o folclore do negro no Brasil (1967), Folclore e tradição (1965), A arte da xilogravura na terra do açúcar (1973), Raízes folclóricas na música popular moderna (1969), Alfenim: açúcar com alma de gente (1971), Valdevino Felicidade – filósofo do engenho (1972). Faleceu em 1985.

CLÁUDIA LIMA nasceu no dia 26 de outubro de 1957, na cidade do Recife, PE. Concluiu os cursos de Comunicação Social e Pedagógico. Também é professora de Ballet Clássico e Jazz, fotógrafa e escritora. Já publicou História do Carnaval (1996), Um sonho de folião (1997), História do Folclore (1997)e Tachos & panelas – Historiografia da alimentação brasileira (1999). Colaboradora do Diario de Pernambuco e de A Tarde – de Salvador, Cláudia Lima tem publicado vários ensaios em revistas e na imprensa recifense.

CLERISVADO BRAGA DAS CHAGAS nasceu em Santana do Ipanema, AL. Bacharel em Direito pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, jornalista (redator da revista Guanabara – 1952), professor, funcionário público federal (Departamento dos Correios e Telégrafos, Ministério da Justiça, Ministério do Trabalho, Procurador da Justiça do Trabalho – São Paulo), Clerisvado Braga da Chagas, jornalista, folclorista, é sócio-correspondente da Academia Alagoana de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, da Academia Goianense de Letras – Goiânia-GO, da Academia Anapolitana de Filosofia, Ciências e Letras – Goiás, da Academia de Estudos Literários e Lingüísticos de Anpólis-GO como titular, da Academia Arapiraquense de Letras, é autor de diversos livros, entre os quais, na área de Folclore, O Folclore nordestino em suas mãos (1982), Estudos sobre o negro brasileiro (1988) e Estudo do índio brasileiro (1988), além de artigos publicados em revistas e jornais.

CLÓVIS AMORIM nasceu no dia 27 de setembro de 1911, em Santo Amaro da Purificação, BA. Romancista, conferencista, jornalista, publicou O alambique (romance onde descreve a chegança e o batuque-boi na Bahia). Faleceu no dia 18 de agosto de 1970, na cidade de Salvador, BA.

CONSTANTINO NERY CAMELO nasceu no dia 25 de dezembro de 1898, em Santa Quitéria, CE. Formado em Direito, funcionário público federal, viajou, a serviço de jornais cearense e algumas vezes com Leonardo Mota, pelos sertões brasileiros. Participou do V Congresso Brasileiro de Folclore. Na área de Folclore, publicou Alma do Nordeste (1936), Viagens na nossa terra (1938) e Através dos sertões (1939). Faleceu no dia 3 de novembro de 1974, na cidade de Fortaleza, CE.

CORNÉLIO PIRES nasceu no dia 13 de julho de 1884, na cidade de Tietê, SP. Professor, poeta, contista, novelista, humorista, jornalista, escreveu vários livros de poesia e de contos, explorando a sabedoria do povo, os causos. E na área específica, mesmo, de Folclore, publicou Sambas e cateretês (1932), muito embora alguns de seus livros tenham muito a ver com o tema. Faleceu em São Paulo, no dia 17 de fevereiro de 1958.

COUTO MAGALHÃES nasceu no dia 1 de novembro de 1837, na cidade de Diamantina, MG. Estudou no Seminário de Mariana e na Escola Militar do Rio de Janeiro. Bacharel pela Faculdade de Direito de São Paulo, em 1859, doutorando-se em Direito, em 1860, Couto de Magalhães conhecia o interior do Brasil, presidindo as províncias de Goiás (1862), Pará (1864), Mato Grosso (1867) e São Paulo. Homem inteligente, falava francês, inglês, alemão, italiano, tupi e numerosos dialetos indígenas, foi quem iniciou os estudos folclóricos no Brasil, publicando O selvagem (1876), Ensaios de antropologia (1894), e outros. Faleceu no Rio de janeiro, no dia 14 de setembro de 1898.

CRISTINA TAVARES nasceu no dia 14 de dezembro de 1947, na cidade de Campina Grande, PB. Formada em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (1975) e, em 1983, obteve o título de Mestre em Nutrição em Saúde Pública pela Universidade Federal de Pernambuco, Cristina Tavares é professora da Universidade do Rio Grande do Norte desde 1976, mas o teatro, a literatura e os estudos sobre Cultura Popular também ocupam lugar de destaque na sua vida intelectual como atividades paralelas. A partir de 1993, obedecendo a irresistível determinação vocacional, passou a se dedicar às atividades intelectuais e artísticas. É membro fundador da Comissão Estadual de Folclore, Sócia Honorária da Associação Estadual de Poetas Populares (RN), Diretora e atriz da Stabanada Companhia de Teatro, colaboradora do ZAZ, da RN-Econômico, da Revista Telepesquisa, da revista Isis, da Tribuna do Norte, foi membro do Conselho Municipal de Cultura, editora do jornal alternativo Clotilde News (1993/95) e mantém, na Internet, os sites Clotilde News, Jackson do Pandeiro, Xico Santeiro, A Feira, além de participar de programas de televisão e rádio. Na área de Folclore, publicou os folhetos A vida e a obra de Xico Santeiro (1976), A triste sina de Ritinha que criou seu filho sem dar de mamar (1981), O nascimento de um menino chamado Jesus (1984), A vida de Quincoló, bravo vaqueiro nordestino (1986).

CRISTÓVÃO ARAÚJO nasceu no dia 12 de setembro de 1899, na cidade de Fortaleza, CE. Engenheiro agrônomo, bancário e jornalista. Com pseudônimo de Jauro de Oliveira publicou diversos livros de crônicas e, na área de Folclore, Os bichos no provérbio (1950).

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D. MARTINS DE OLIVEIRA nasceu no dia 9 de março de 1906, na cidade da Barra, BA. Diplomado em Ciências Jurídicas e Sociais, desembargador, romancista, ensaísta, crítico, folclorista, poeta, membro da Academia Carioca de Letras, Prêmio da Academia Brasileira de Letras, D. Martins de Oliveira, publicou vários livros nas áreas de sua especialidade. Na área de Folclore, são de sua autoria: Baile pastoril (1942), Os bailes pastoris e a influência de Gil Vicente (1942) e Marujada – o conto que dá nome ao livro descreve a festa do Divino e da marujada – chegança de mouros na cidade da Barra, no início do século XX (s/d). Faleceu no dia 11 de março de 1974, na cidade do Rio de Janeiro, RJ.

DALVANIRA DE FRANÇA GADELHA FONTES nasceu em Campina Grande, PB. Licenciada em Educação Artística, com cursos de extensão nas áreas de Música, Dança e Folclore na Universidade Federal da Paraíba e outras entidades, com curso de Folclore ministrado pelo Centro Folklorico de Ypacarai (Paraguay, 1978), Dalvanira Fontes tem se dedicado a diversas atividades artísticas e culturais, organizando corais estudantis e grupos de danças e também fez palestras e apresentações em diversas cidades do Nordeste e no estrangeiro. Participou de pesquisas visando o levantamento do Folclore na Paraíba. Foi professora do 2° Grau. É professora de Iniciação Musical e de Expressão Cultural na UFPB, dirige o Grupo de Danças Folclóricas e participou do Núcleo de Pesquisa e Documentação da Cultura Popular-NUPPO, da UFPB, tendo efetuado a transcrição musical do material pesquisado e publicado nos trabalhos Barca da Paraíba & Cambindos da Paraíba, publicados pela CDFB/MEC. Publicou Danças e folguedos folclóricos da Paraíba (1982).

DANTE DE LAYTANO nasceu no dia 23 de março de 1908, na cidade de Porto Alegre, RS. Bacharelou-se pela Faculdade de Direito da Universidade de Porto Alegre. Foi juiz municipal de Sobradinho (RS) e de Torres (RS), promotor público da Comarca de Cachoeira do Sul (RS) e consultor jurídico da Secretaria de Agricultura. Professor Catedrático da Faculdade de Filosofia da PUC, professor de Literatura da Língua Portuguesa, do Curso de Jornalismo e professor catedrático da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade do Rio Grande do Sul, Dante Laytano, pertencendo a diversas organizações culturais, é cronista, crítico literário, sociólogo. Na área de Folclore publicou Congadas (1945), A estância gaúcha (1952), Pequrno esboço de um estudo do linguajar gaúcho-brasileiro (1961) e O folclore do Rio Grande do Sul (1987).

DARCI RIBEIRO nasceu no dia 26 de outubro de 1926, na cidade de Montes Claros, MG. Terminados os estudos primários e secundários, diplomou-se em Ciências Sociais pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo (1946), especializando-se em Antropologia. Como etnólogo do Serviço de Proteção aos Índios, realizou estudos de campo em Mato Grosso, Amazonas, Paraná e Santa Catarina (1947/1956). Dirigiu o Museu do Índio (até 1947). Organizou e dirigiu o primeiro curso de pós-graduação em Antropologia. Foi professor de Etnologia da Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade de Brasília, diretor de Estudos Sociais do Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais do MEC (1957-61), presidente da Associação Brasileira de Antropologia, organizou a Universidade de Brasília (de que foi seu primeiro Reitor), foi Ministro da Educação e Chefe da Casa Civil do governo João Goulart, professor de Antropologia da Universidade Oriental do Uruguai (do qual é Doutor Honoris Causa), foi Vice-Governador do Rio de Janeiro (1982). Antropólogo de renome internacional e grande autoridade em assuntos indígenas e educacionais, Darci Ribeiro também foi romancista. Publicou Culturas e línguas indígenas (1957), Arte plumária dos índios Kaapo (1957), A política indigenista brasileira (1962), Os índios e a civilização (1970) e inúmeros outros trabalhos em revistas especializadas, brasileiras e estrangeiras. Já é falecido.

DAURY DE OLIVEIRA SANTOS nasceu no dia 23 de março de 1919, na cidade do Cabo de Santo Agostinho, PE. Exerceu as funções de diretor do Ginásio Misto 3 de Agosto (Vitória de Santo Antão, PE), da Escola Técnica Federal de Pernambuco, da Televisão Universitária – da Universidade Federal de Pernambuco, da Escola de Pesca Tamandaré (PE), da Imprensa Universitária – da Universidade Federal de Pernambuco, onde também foi professor – adjunto de Língua Latina, Daury de Oliveira Santos publicou, na área de Folclore, Provérbios (1984) e Toponímia pernambucana (1982).

DEÍFILO GURGEL nasceu no dia 22 de outubro de 1926, na cidade de Areia Branca, RN. Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de Natal, RN, exerceu as funções de Diretor do Departamento de Cultura da SMEC (Natal, RN, 1971/1975), Diretor de Promoções Culturais da Fundação José Augusto (Natal, RN, 1979/1987 e 1991/1995), professor de Folclore Brasileiro na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Natal, RN, 1979/1992). Poeta, jornalista, Deífilo Gurgel publicou, na área de Folclore, Danças folclóricas do Rio Grande do Norte (1995, 5° ed.), Manual do Boi Calemba (1985), João Redondo, Teatro de Bonecos do Nordeste (1986) e Romanceiro de Alcaçus (1993). Ainda tem os seguintes trabalhos inéditos: Espaço e tempo do folclore potiguar, Romanceiro potiguar, No reino de Baltazar e O diabo a quatro.

DEOSCÓREDES MAXIMILIANO DOS SANTOS também conhecido por MESTRE DIDI, nasceu na Bahia. Contista, narrador, ensaísta, divulgador da cultura nagô, folclorista, Deoscóredes Maximiliano dos Santos tem diversos livros publicados, entre os quais Contos negros da Bahia (1961), Porque oxalá usa ekodide (1982) e o ensaio Festa da mãe d’água em Ponta de Areia, Itaparica, Bahia (1966).

DJASON CUNHA. Publicou diversos trabalhos, entre os quais História e Folclore (1976).

DOMINGOS DE LORETO COUTO nasceu na cidade do Recife, PE, em data imprecisa. Foi professor na Ordem Beneditina e Visitador do Bispado do Recife. Escreveu Desagravos do Brasil e glórias de Pernambuco, dedicado ao Rei D. Pedro I, livro contendo resumos biográficos, históricos, bibliográficos referentes aos pernambucanos. No seu livro, Domingos Lopes Couto registrou as principais superstições setecentistas do Brasil. Faleceu no Recife, em 1757.

DOMINGOS VIEIRA FILHO nasceu no dia 25 de setembro de 1924, em São Luís (MA). Jornalista, foi também um estudioso de assuntos folclóricos. Catedrático da Faculdade de Filosofia do Maranhão, membro da Academia Maranhense de Letras, Domingos Vieira Filho publicou Superstições ligadas ao parto e à vida infantil (1952), A linguagem popular do Maranhão (1953), A festa do Divino Espírito Santo (1954), Folclore sempre (1955) e O negro na poesia brasileira (1956), além de artigos, ensaios publicados na imprensa. Já é falecido.

DORALÉCIO SOARES nasceu no dia 23 de outubro de 1914, na cidade do Recife, PE. Técnico, professor da antiga Escola de Aprendizes e Artífices, atual Escola Técnica, Doralécio Soares, presidente da Comissão Catarinense de Folclore (1970/1999), foi redator do jornal O Estado, SC (1965/1970) e, desde cedo, apaixonou-se pelo Folclore, participando de congressos e seminários, tendo publicado, na área, Florianópolis Turístico (1955 e 1956), Aspectos do folclore catarinense (1970), Folclore brasileiro: Santa Catarina, Boi-de-Mamão catarinense (1978), Jogo de Mora, Jogo de Bocha (1986), Rendas e rendeiras da ilha (1986) – com destaques autorizados para a Enciclopédia Britânica e Enciclopédia Barsa (1986), Valentes e valentões (1998). Edita, todos os anos, o Boletim da Comissão Catarinense de Folclore.

DORIVAL CAYMMI nasceu no dia 30 de abril de 1914, na cidade de Salvador, BA. Célebre como autor de O que é que a baiana tem? e outros inúmeros sucessos musicais de sua lavra, atuou em diversas estações de rádio e televisão e, na área de Folclore, publicou Cancioneiro da Bahia (1947).

DULCE CHACON nasceu no dia 8 de janeiro de 1906, na cidade do Recife, PE. Professora, orientadora de ensino, escritora, membro da Academia Pernambucana de Letras, Dulce Chacon participou de diversas comissões na sua vida pública e além de artigos em revistas especializadas e jornais, é autora de Medo de criança, A criança e o jogo e Receitas mágicas (1973). Faleceu no dia 22 de outubro de 1982, na cidade do Recife, PE.