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XÁCARA / X.P.T.O.


XÁCARA. É um romance cantado ao som alegre da viola. No gênero da narrativa popular temos três espécies: 1ª O romance, quando predomina o épico, o heróico; 2a A xácara, quando prevalece a forma dramática, na qual os personagens falam muito e o poeta quase nada; 3a O solau, que é mais lírico, com diálogo cheio de lamentações. A xácara não se popularizou no Brasil.

XANGÔ. É um dos mais populares orixás dos terreiros, dos candomblés, das macumbas, em todo o país. Foi trazido pelos escravos africanos vindos do Togo, Daomé, Lagos, barra do Níger, golfo de Benin, jejes e iorubas ou nagôs. Xangô é a divindade das tempestades, raios, trovoadas, descargas da eletricidade atmosférica. Seu fetiche é um meteorito e sua insígnia é a lança e a machadinha de pedra, dupla, a bipene. Apresenta-se como um rapaz forte, ágil, sensual. Usa contas vermelhas e brancas, pulseira de latão e come galo, bode, caruru e cágado. Êi-í-í é o seu grito e, na religião católica, é representado por São Jerônimo e Santa Bárbara, santos que protegem seus devotos contra os meteoros. Seu dia é a quarta-feira e sua festa é celebrada no dia 30 de setembro.

XAPANÃ. Ou saponã, chaponã, wari-waru, afoman, é o mesmo omonolu, omolu.

XARÁ. 1. É uma dança do fandango do Rio Grande do Sul. Dizem que é originário daquele estado, mas os colonos, que vieram da ilha dos Açores para o sul do Brasil, dançavam muito o cará e o xará; 2. É a pessoa que tem o mesmo nome de batismo que outra.

XARAPADA. O mesmo que XARÁ.

XAROPE. É a pessoa chata, tudo que é ruim e não agrada.

XAXADO. É uma dança só de homens, originária do sertão de Pernambuco e que foi divulgada por Lampião e seus cangaceiros. O xaxado é dançado em círculo, fila indiana, cada dançarino fica um atrás do outro, avançando o pé direito em três ou quatro movimentos para os lados e puxando o pé esquerdo num ligeiro sapateado. Os cangaceiros de Lampião, quando dançavam o xaxado, marcavam o compasso dominante com uma pancada da coronha do rifle no chão. Xaxado é a onomatopéia do barulho feito pelas alpercatas quando arrastadas no chão durante a dança.

XEPA. Comida de gente pobre, gororoba.

XEQUETÉ. É uma bebida tradicional entre os adeptos das seitas africanas nordestinas. É feita com cravo-do-reino, canela em pau, erva-doce, castanha de caju, amendoim e batida de limão com pitanga. Depois de três dias de feita, o xequeté, também conhecido como levanta-saia, é que pode ser servido, com melhor paladar.

XERA. No Pará, é um tratamento carinhoso dado às mulheres.

XERE. É um chocalho usado na apresentação dos caboclinhos.

XEXEIRO. É a pessoa que não paga o que deve.

XERÉM. Milho pilado pra fazer cuscuz, bolo, alimentar pintos.

XEXÉU. É um passarinho que imita o canto dos outros ou outros ruídos que ele escuta várias vezes.

XINXIM-DE-GALINHA. É um prato muito gostoso, feito com galinha, meio quilo de camarões secos, três xícaras de azeite-de-dendê, uma cebola grande ralada, um ramo de salsa, coentro, pimenta e sal. O xinxim é feito da seguinte maneira: Corta-se a galinha em pedaços e bota-se para cozinhar em pouca água, com os camarões secos, descascados e moídos, a salsa, a cebola ralada, o sal e pimenta a gosto, bem como uma xícara de azeite de dendê. Se for necessário, acrescentar mais água até que os pedaços de galinha fiquem bem cozidos e macios. Quando estiver no ponto, seca-se a água e acrescentam-se duas xícaras de azeite de dendê. Neste azeite, os pedaços de galinha e os camarões devem ser refogados, com mais sal e pimenta. Deve ser servido bem quente, com arroz branco.

XIRÓ. É o caldo do arroz, temperado com sal.

X.P.T.O. Significa tudo que é excelente, superior, muito bonito, ótimo. É a abreviatura do nome de Cristo na língua grega.

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