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WALDEMAR VALENTE


WALDEMAR de Figueiredo VALENTE nasceu no dia 9 de novembro 1908, na cidade do Recife, PE. Formou-se em Medicina e Farmácia pela Faculdade de Medicina e Farmácia do Recife. Fez estudos de pós-graduação na área médica, em malária e peste. Em 1934, no Rio de Janeiro, sob a orientação de Roquette Pinto, no Museu Nacional, a título de Mestrado, estudou Antropologia. Foi professor catedrático, por concurso, do Instituto de Educação e do Ginásio Pernambuco, professor da Universidade Católica de Pernambuco, do Instituto de Higiene de Pernambuco, da Universidade Federal de Pernambuco e, também, de quase todos os estabelecimentos de ensino do Recife. Foi diretor do Ginásio Pernambucano, do Instituto de Educação, do Anexo Jõao Barbalho, do Departamento de Antropologia do Instituto Joaquim Nabuco e Pesquisas Sociais, hoje, Fundação Joaquim Nabuco, do Serviço de Educação Sanitária, do Departamento de Bio-Estatística. Participou de inúmeros congressos, seminários, encontros, simpósios não somente no Recife como também em diversas cidades brasileiras. Foi, durante muitos anos, presidente da Comissão Pernambucana de Folclore e Consultor Científico para Assuntos de Pesquisas da Fundação Joaquim Nabuco. Foi membro da Academia Pernambucana de Letras e do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco. Mas foi em 1950 que passou a se interessar pelos estudos afro-brasileiros e publicou o livro Sincretismo Religioso Afro-brasileiro (1955), volume 280 da Coleção Brasiliana, obra antológica que já teve várias edições. Publicou, ainda, entre outros, oss seguintes livros: Maria Graham – uma inglesa em Pernambuco nos começos do século XIX (1957), O padre Carapuceiro (1969), Serrinha: aspectos antropossociais de uma comunidade nordestina (1973), Misticismo e região (1963), Islanismo em Pernambuco (1978), Folclore de Pernambuco (1978), O japonês no Nordeste agrário (1978), também vertido para o japonês, A dama de ouro (1990) e Pastoris do Recife antigo e outros ensaios, obra póstuma (1995), uma reunião vários ensaios publicados em revistas especializadas. Waldemar Valente deixou vários livros inéditos: Anchieta – homem e santo, São Francisco de Olinda: história, arte e folclore, Gesta do cangaço, Manuel Bandeira – desenhista, além de mais dois volumes de suas memórias iniciadas com A dama de ouro. Faleceu no dia 27 de novembro de 1992, na cidade do Recife.

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